A PF (Polícia Federal) decidiu transferir a coordenação responsável pelos inquéritos sobre as fraudes bilionárias no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) do setor de fraudes previdenciárias para a Cinq, a coordenação de inquéritos que tramitam nos tribunais superiores.
A mudança gerou reações imediatas da oposição, que questiona a troca do delegado responsável pela investigação em um momento considerado sensível.
A decisão prejudica o discurso do governo, que vinha se esforçando para evitar acusações de aparelhamento da Polícia Federal.
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sócrates Cavalcante, enviou um requerimento de convocação ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, questionando a substituição do delegado responsável pelo inquérito. O principal argumento apresentado é de que a troca ocorre em um momento sensível da investigação.
Cavalcante também fez um paralelo com episódio anterior: quando Jair Bolsonaro (PL) tentou substituir o superintendente da PF durante sua gestão, supostamente para beneficiar parentes e filhos, foi duramente criticado pela então oposição e pelo PT (Partido dos Trabalhadores).


