A abertura da programação será na Escola Municipal Dr. Tertuliano Meirelles, no bairro Caiçara, com duas apresentações do espetáculo infantil “Pelega e Porca Prenha – Episódio: Na Mata do Pequi”, às 9h30 e 10h20. A expectativa é receber mais de 200 crianças do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, entre 6 a 10 anos de idade.
“Vejo essa iniciativa como uma oportunidade que ultrapassa o aspecto pedagógico, sendo também um importante momento de socialização. As apresentações culturais dialogam com as crianças por meio de linguagens e códigos sociais diferentes daqueles que elas estão acostumadas a vivenciar no ambiente escolar. Isso promove reflexão sobre novas experiências e também desperta expectativas e curiosidade nos estudantes”, destaca Rosineide Alencar, diretora-adjunta do colégio.

A circulação segue ao longo da semana. Na quarta-feira (27), o grupo estará na Escola Municipal Nagen Jorge Saad, no bairro Tijuca, com sessões às 9h15 e 10h. Já na quinta-feira (28), o projeto chega à Escola Municipal Plínio Mendes, no Guanandi, com apresentações às 9h e 10h, na sexta-feira (29), o grupo estará na Escola Municipal Cel. Sebastião Lima, na Vila Serradinho, também com duas sessões, às 9h15 e 10h.
Mais do que uma temporada de apresentações, o projeto “Escambo UBU – Narrativas e Pertencimentos” propõe o teatro como espaço de cidadania, escuta e troca entre artistas, escolas e comunidades.
O diretor do Grupo UBU de Teatro, Anderson Bosh, explica que o projeto nasce da essência do grupo, que há décadas utiliza a itinerância como linguagem artística e a presença nos territórios como ferramenta de democratização cultural.
– “A proposta busca ampliar o acesso à produção teatral de Mato Grosso do Sul, especialmente em regiões periféricas e contextos onde o contato com obras locais ainda é reduzido. Serão 16 apresentações gratuitas, além de atividades pedagógicas e ações formativas que aproximam crianças, jovens, adultos e educadores da produção teatral regional. Mais do que apresentar espetáculos, queremos fortalecer vínculos, despertar pertencimento e criar diálogo a partir da arte”, afirma Bosh.
Com foco na formação de plateia e no fortalecimento da identidade cultural sul-mato-grossense, o projeto será dividido em duas etapas. A primeira levará o espetáculo “Pelega e Porca Prenha – Episódio: Na Mata do Pequi” para estudantes do ensino fundamental de escolas municipais. A segunda etapa será voltada à Educação de Jovens e Adultos (EJA) professores e agentes da educação com a circulação da peça “Uma Moça da Cidade”.

Para todos – O projeto também reafirma uma trajetória que não começa agora. A circulação artística em territórios diversos já faz parte do trabalho do Grupo UBU, que nos últimos anos ampliou seu alcance a partir do fortalecimento de políticas públicas de cultura.
– “Nos últimos três anos, com o acesso aos editais da Funarte – Myrian Muniz, Ações Continuadas, PNAB e da Lei Paulo Gustavo, e as leis locais de incentivo à cultura, o Fomteatro e o FIC, conseguimos ampliar nossa atuação. Com todos os nossos projetos nesses últimos anos já alcançamos cerca de 12 mil pessoas, passando por 5 estados, 3 países, 42 cidades, 6 quilombos, 6 aldeias indígenas e praticamente toda a periferia de Campo Grande. Agora, com o Fomteatro, política pública do município, seguimos esse processo de democratização do acesso à arte teatral”, destaca o diretor.
As atividades de mediação também integram a circulação. Com estudantes da EJA, Professores e agentes educacionais após as apresentações de “Uma Moça da Cidade”, serão realizadas rodas de conversa intituladas “Me Conta Aí Moça”, criando um espaço de diálogo sobre teatro, memória, produção artística e identidade cultural.
Já com as crianças do ensino fundamental, após “Pelega e Porca Prenha – Episódio: Na Mata do Pequi”, acontece a mediação *“Conhece a Mata do Pequi?”*, atividade que incentiva os alunos a compartilharem saberes sobre lendas, oralidades e elementos da cultura regional.
“É uma forma de fortalecer o teatro de Mato Grosso do Sul e aproximar novas gerações da própria identidade cultural”, finaliza Bosh.
A perspectiva é de que “Escambo UBU – Narrativas e Pertencimentos” chegue a 2 mil pessoas entre alunos, professores e agentes educacionais. Iniciativa que reafirma o compromisso do Grupo UBU com a descentralização cultural, o acesso democrático à arte e a construção de pertencimento a partir dos territórios e das narrativas sul-mato-grossenses.
“Escambo UBU – Narrativas e Pertencimentos” é um projeto realizado pelo Grupo UBU, com financiamento do Fomteatro (Programa Municipal de Fomento ao Teatro) , por meio de edital da Fundac (Fundação Municipal de Cultura), da Prefeitura de Campo Grande. Além do apoio da Semed – Secretaria Municipal de Educação de Campo Grande. Outras informações acesse o Instagram @grupoubu.


