Obra icônica para a economia de Mato Grosso do Sul e da América do Sul, abrindo caminho para os mercados asiáticos, via principalmente o porto de Iquique no Chile, o encontro das duas estruturas da ponte Rota Bioceânica, ocorrido na última quarta-feira (15), uniu fisicamente o Brasil (via Porto Murtinho em MS) com o Paraguai (em Carmelo Peralta).
Uma noite histórica para a integração, o desenvolvimento e a economia de quatro países da América do Sul, especialmente para Mato Grosso do Sul.
Na avaliação do governador Eduardo Riedel (PP), feita em material distribuído pela Assessoria de Comunicação do Partido Progressista de Mato Grosso do Sul, a Rota Bioceânica vai transformar Mato Grosso do Sul em um ponto estratégico no centro da América do Sul. Ao reduzir o percurso de mercadorias destinadas à Ásia, estudos citados pelo Governo do Estado indicam que o transporte até a China poderá ser reduzido em cerca de 12 dias.
– “A Rota Bioceânica não deve ser compreendida apenas como um caminho para mercadorias, mas como uma oportunidade real de desenvolvimento para a nossa população. Só temos a ganhar com o avanço das obras, já que a rota vai gerar emprego, renda e fomentar o turismo”, afirmou Riedel.

O projeto, que conta com 1.294 metros de extensão e cerca de 20 metros de largura, integra o Corredor Bioceânico de Capricórnio.
Com um investimento de aproximadamente R$ 500 milhões, financiado pela margem paraguaia da Itaipu Binacional, a estrutura será o principal elo para o fluxo de cargas e passageiros entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.
Nova era para a competitividade estadual
A redução em até 12 dias no transporte de mercadorias para a China, aumenta significativamente a competitividade das exportações sul-mato-grossenses e vai gerar uma economia com combustível, transporte e armazenagem.
A expectativa do governador é que a rota favoreça a industrialização do Estado, ampliando as vendas externas de alimentos processados, celulose, biocombustíveis e produtos de maior valor agregado.
Para garantir que os ganhos fiquem no território, o governo estadual trabalha na atração de centros logísticos, indústrias, hotéis e serviços, além de investir na qualificação da mão de obra local.
Infraestrutura e articulação internacional
Enquanto o Paraguai avança na construção do acesso à rodovia PY-15 – obra acompanhada de perto pela ministra Claudia Centurión -, o Governo do Estado mantém o ritmo acelerado no lado brasileiro.
As obras de acesso pela BR-267 e o contorno rodoviário de Porto Murtinho, que somam cerca de 13 quilômetros de rodovia, têm previsão de conclusão para 2027.
O governador reforça que a eficiência do corredor depende também de uma estrutura aduaneira moderna. Por isso, Riedel tem liderado discussões para um modelo de controle integrado entre Brasil e Paraguai, focado em procedimentos compartilhados e na redução da burocracia.
– “O encontro das duas extremidades da ponte encerra uma das etapas mais complexas da obra, mas abre um desafio maior: transformar essa conexão em melhoria da qualidade de vida para o nosso povo”, pontua o governador. Com essa estratégia, Porto Murtinho e toda a região se preparam para se tornar um polo estratégico para transportadoras, indústrias e operadores logísticos, consolidando um novo ciclo de prosperidade para Mato Grosso do Sul.


