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terça-feira, 21 julho 2026
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El Niño pode provocar chuvas abaixo da média no Pantanal e aumentar riscos de incêndios

As projeções climáticas mais recentes indicam que o fenômeno El Niño deverá continuar se intensificando nos próximos meses, com alta probabilidade de atingir intensidade forte ou muito forte entre agosto e dezembro.

Entre os principais cenários projetados estão chuvas abaixo da média na região Norte e em parte do Pantanal, com possibilidade de agravamento caso o fenômeno alcance intensidade muito forte. Dessa forma, aumentam os riscos de incêndios entre agosto e outubro, segundo o Inmet.

O cenário prevê, ainda, redução das chuvas em parte das regiões Norte e Centro-Oeste, temperaturas acima da média em grande parte do país e aumento do risco de incêndios florestais, especialmente na Amazônia, no Cerrado e na Caatinga.

As informações foram apresentadas durante a quinta reunião técnica de monitoramento climático realizada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

O encontro reuniu especialistas de instituições federais e centros de pesquisa para atualizar as previsões meteorológicas e avaliar os indicadores de risco de incêndios florestais.

As análises confirmam o cenário apresentado na reunião anterior e apontam que o El Niño deverá influenciar o regime de chuvas e as temperaturas em diferentes regiões do país ao longo do segundo semestre.

Para a região Sul, a previsão é de chuvas acima da média. As temperaturas deverão permanecer acima da média em grande parte do território nacional durante o trimestre de agosto, setembro e outubro.

Os cenários foram apresentados por representantes do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa/UFRJ).

A reunião integra um ciclo de monitoramento iniciado em janeiro para acompanhar a evolução das condições climáticas e subsidiar o planejamento das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais. As informações são utilizadas pelo MMA em articulação com órgãos federais, estados, municípios e demais instituições que atuam no manejo integrado do fogo.

Também participaram representantes da Casa Civil, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), de órgãos estaduais e federais, instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil e do Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo (Comif).

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