Entre os principais cenários projetados estão chuvas abaixo da média na região Norte e em parte do Pantanal, com possibilidade de agravamento caso o fenômeno alcance intensidade muito forte. Dessa forma, aumentam os riscos de incêndios entre agosto e outubro, segundo o Inmet.
O cenário prevê, ainda, redução das chuvas em parte das regiões Norte e Centro-Oeste, temperaturas acima da média em grande parte do país e aumento do risco de incêndios florestais, especialmente na Amazônia, no Cerrado e na Caatinga.
As informações foram apresentadas durante a quinta reunião técnica de monitoramento climático realizada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
O encontro reuniu especialistas de instituições federais e centros de pesquisa para atualizar as previsões meteorológicas e avaliar os indicadores de risco de incêndios florestais.
As análises confirmam o cenário apresentado na reunião anterior e apontam que o El Niño deverá influenciar o regime de chuvas e as temperaturas em diferentes regiões do país ao longo do segundo semestre.
Para a região Sul, a previsão é de chuvas acima da média. As temperaturas deverão permanecer acima da média em grande parte do território nacional durante o trimestre de agosto, setembro e outubro.
Os cenários foram apresentados por representantes do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa/UFRJ).
A reunião integra um ciclo de monitoramento iniciado em janeiro para acompanhar a evolução das condições climáticas e subsidiar o planejamento das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais. As informações são utilizadas pelo MMA em articulação com órgãos federais, estados, municípios e demais instituições que atuam no manejo integrado do fogo.
Também participaram representantes da Casa Civil, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), de órgãos estaduais e federais, instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil e do Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo (Comif).


