O ex-deputado estadual Neno Razuk foi preso neste domingo (2) na Bolívia, encerrando pouco mais de um mês de fuga da Justiça brasileira. Ele estava foragido há mais de um mês.
A prisão ocorreu durante uma abordagem de rotina da polícia boliviana. Ao apresentar uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) brasileira, os agentes constataram a existência de um mandado de prisão expedido pela Justiça brasileira no âmbito das investigações da Operação Successione.

A defesa de Neno Razuk informou que ainda não teve acesso às informações oficiais sobre a detenção. A expectativa é de que o ex-parlamentar permaneça sob custódia enquanto são cumpridos os procedimentos diplomáticos e judiciais para sua transferência ao Brasil, processo que deverá ser conduzido em conjunto pelas autoridades brasileiras e bolivianas, com participação da Polícia Federal.
A situação de Neno Razuk se complica, pois, como um foragido, ele enfrentará um processo legal rigoroso no Brasil.
A ordem de prisão tem origem na Operação Successione, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) em dezembro de 2023. As investigações começaram após uma série de roubos de malotes envolvendo grupos rivais que disputavam o controle da exploração do jogo do bicho em Campo Grande.
É importante lembrar que a condição de foragido implica em consequências legais severas para Neno Razuk.
Durante as apurações, o Ministério Público identificou uma estrutura criminosa que, segundo os investigadores, utilizava policiais militares da reserva e ex-policiais para fortalecer sua atuação, ampliar o domínio sobre a atividade ilegal e intimidar concorrentes.
Ao longo das quatro fases da Operação Successione, foram cumpridos dezenas de mandados de prisão e de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul e em outros estados. Na quarta etapa, realizada em novembro de 2025, familiares de Neno Razuk também passaram a ser alvo das investigações.
De acordo com o Gaeco, o ex-deputado é apontado como um dos principais líderes da organização criminosa. Entre os investigados estão seu pai, Roberto Razuk, e os irmãos Rafael Godoy Razuk e Jorge Razuk Neto, que também teriam participação no esquema.
As autoridades estão determinadas a garantir que todos os envolvidos, incluindo Neno Razuk, sejam responsabilizados.
Segundo o Ministério Público, o grupo buscava expandir o controle da exploração do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul, principalmente em Campo Grande, mantendo uma estrutura criminosa que atuava há anos no Estado.
Com a prisão na Bolívia, as autoridades brasileiras iniciam agora os trâmites para trazer Neno Razuk de volta ao país, onde ele deverá responder às acusações de organização criminosa e aos demais crimes investigados na Operação Successione.


