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segunda-feira, 10 agosto 2026
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Turismo no Pantanal combina natureza, cultura e experiências em Mato Grosso do Sul

A biodiversidade ganha outro contorno na Serra do Amolar, em Corumbá. A região pode ser acessada por navegação a partir do rio Paraguai e de seus afluentes e apresenta uma paisagem marcada pela presença de serras, morros, rios, corixos e áreas de vegetação preservadas.

Considerada uma das maiores áreas úmidas contínuas do planeta, a planície pantaneira não se revela de uma só vez. Em Mato Grosso do Sul, o turismo no Pantanal se transforma com as estações, com o ciclo de cheias e secas redesenhando rios, baías e campos, ditando o ritmo da vida selvagem e das comunidades que há gerações habitam a região.

Mais do que um destino de contemplação, o Pantanal reúne diferentes formas de turismo que acompanham essa dinâmica. Os roteiros incluem estradas que atravessam áreas alagáveis, navegação por rios e corixos, cavalgadas, safáris fotográficos, hospedagem em fazendas pantaneiras e experiências de contato com comunidades tradicionais e povos indígenas.

Mato Grosso do Sul: rios, serras e cultura

No território sul-mato-grossense, a Estrada-Parque Pantanal é formada por trechos das rodovias MS-184 e MS-228 e percorre aproximadamente 116 quilômetros entre áreas dos municípios de Corumbá, Miranda e Ladário. Criada em 1993 como Área de Especial Interesse Turístico, a rota atravessa ambientes característicos do Pantanal e oferece aos visitantes a oportunidade de observar a fauna e a paisagem ao longo do caminho. Tuiuiús, biguás, garças, jacarés e outros animais podem ser avistados entre pontes, vazantes, corixos, fazendas tradicionais e propriedades voltadas ao turismo.

A biodiversidade ganha outro contorno na Serra do Amolar, em Corumbá. A região pode ser acessada por navegação a partir do rio Paraguai e de seus afluentes e apresenta uma paisagem marcada pela presença de serras, morros, rios, corixos e áreas de vegetação preservadas. O contraste entre as formações rochosas e a planície pantaneira torna a região especialmente procurada para experiências de natureza, observação da fauna e turismo de contemplação. A navegação também permite conhecer comunidades ribeirinhas que vivem na região.

Em Miranda, conhecida como um dos principais portais de entrada para o Pantanal Sul, o visitante encontra fazendas tradicionais voltadas ao ecoturismo, safáris fotográficos e noturnos, cavalgadas e outras atividades de contato com a natureza. O município também abriga iniciativas de turismo de base comunitária, incluindo experiências ligadas a comunidades indígenas, nas quais o visitante pode conhecer aspectos da cultura, dos saberes tradicionais, do artesanato e da relação dessas comunidades com o território.

Em Aquidauana, outro importante portal do Pantanal sul-mato-grossense, os visitantes encontram opções de safári fotográfico, passeios ecológicos, caminhadas, cavalgadas e passeios de barco. A região também permite observar a planície pantaneira a partir das serras de Piraputanga e Maracaju, com o rio Aquidauana como um dos principais elementos da paisagem e das atividades turísticas.

A viagem pelo rio Paraguai também tem como um de seus principais eixos Corumbá, cidade que combina a vocação para a pesca esportiva e os passeios fluviais com um importante patrimônio histórico e arquitetônico, ligado à sua trajetória como cidade portuária e comercial. O centro histórico, às margens do rio, e a proximidade com áreas de grande biodiversidade fazem do município uma das principais portas de entrada para experiências turísticas no Pantanal.

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