A programação inicia às 13h e segue até as 22h, com entrada gratuita, no espaço que fica na Rua Reinaldo Bianchi, 398, no Parque Alvorada.
O Festival de Música Indígena inicia às 13h e terá uma programação com aulas de capoeira, oficinas de artes visuais e cineclube infantil. Cerca de 30 pessoas inscritas, entre crianças, jovens e adultos indígenas, participarão das atividades, em uma proposta que busca fortalecer vínculos com as comunidades indígenas por meio de ações culturais descentralizadas.
Nesta terceira rodada, o foco é aproximar o festival do público das retomadas de Dourados e região, incluindo participantes da região de Panambizinho, fortalecendo a presença e a participação indígena nas atividades culturais realizadas pelo Casulo.
Já a partir das 17h, a programação do Festival divide espaço com a Feira das Pulgas, que nesta edição bateu recorde de inscrições, com mais de 100 pessoas interessadas em participar.
Foram selecionados 60 empreendimentos, que ocuparão as áreas internas e externas do Casulo com produtos e trabalhos nas áreas de alimentação, brechó, moda, artesanato, arte, botânica e outras iniciativas autorais.
Economia criativa – Criada inicialmente como uma pequena feira de desapego no jardim do Casulo, a Feira das Pulgas cresceu a partir da aproximação do espaço com artistas e produtores locais.
Com o tempo, passou a incorporar também empreendedores da alimentação e de outros segmentos. “A Feira das Pulgas é uma ação de divulgação e difusão do Casulo, tanto para divulgar o que é produzido na cidade, no âmbito artesanal, que é feito à mão, que é vendido na rua, como também é uma forma de difundir o próprio espaço”, explica Julia Aissa, coordenadora do Casulo.
A feira também se consolidou como uma iniciativa de economia criativa. Parte dos recursos arrecadados com as inscrições dos expositores é destinada ao pagamento de artistas, contribuindo para a circulação de recursos dentro da própria cadeia cultural.
– “A ideia de juntar esses dois eventos veio porque eles eram realizados de formas separadas. Nossa intenção é integrar os dois públicos porque vemos o potencial de intercâmbio. Além disso, também queremos apresentar o Casulo e as atividades do espaço. Neste mês, iniciamos as oficinas Cultivar, do segundo semestre, e também estamos em um período de valorização e visibilidade dos povos indígenas, em alusão ao Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado em 9 de agosto”, afirma.
A programação da noite começa às 18h com a Pupa Filosófica, que reúne a escritora indígena Jadi Ribeiro e a empreendedora em moda circular Juliana Mazzarim, do Ateliê Sutis, para uma conversa mediada pela artista da cena de Ballroom de Dourados, Jeanne Vittor.Juntas as três convidam o público para uma conversa sobre livro, arte, grafismo, moda e upcycling.
Logo em seguida a música toma conta do local, às 18h30, o grupo de rap indígena Odiados, formado por Marinn, Discreto, Vidau e Guisf, sobe ao palco com letras e bases autorais que transformam vivências em arte, resistência e afirmação cultural. E das 20h às 22h, é a vez da Banda Made in 90, que apresenta um repertório com grandes clássicos do rock das décadas de 1990 e 2000.
A realização conjunta dos eventos é também uma experiência de interculturalidade, ampliando a presença indígena na programação do Casulo e criando possibilidades de encontro entre público indígena e não indígena. “É uma maneira também de trazer essa presença indígena nos eventos do Casulo e promover essa interculturalidade da população de Dourados”, resume Julia.
4ª edição do Festival de Música Indígena – 3ª rodada e 21ª edição da Feira das Pulgas
Data: sábado (15)
Local: Casulo – Espaço de Cultura e Arte
Endereço: Rua Reinaldo Bianchi, 398 – Parque Alvorada, Dourados
Feira das Pulgas: das 17h às 22h
Entrada: gratuita


