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Telemedicina coloca especialistas dentro das casas dos pacientes em 61 municipios do Estado

Presente em 79 municípios, telemedicina foi ampliada na gestão de Eduardo Riedel (PP-MS), reduz viagens e facilita o atendimento de pessoas acamadas, crianças com autismo e moradores do interior.

Para uma paciente acamada, consultar um especialista fora do município poderia exigir veículo adaptado, acompanhamento de familiares e profissionais de saúde e uma viagem desgastante. O atendimento, porém, ocorreu dentro da própria casa, durante uma visita da equipe da unidade básica de saúde.

Do outro lado da tela estava o nefrologista Rodrigo Grilo, que atua com telemedicina desde 2022. Para o médico, o caso se tornou um dos exemplos mais marcantes de como a tecnologia pode aproximar o atendimento especializado de pessoas que encontram grandes dificuldades para se deslocar.

A consulta remota evitou que a paciente fosse transportada até outra cidade e permitiu que a equipe da atenção básica acompanhasse o atendimento no local onde ela já recebia cuidados.

Nefrologista, Rodrigo Grillo, em atendimento por telemedicina – Foto: Divulgação (PP/MS)

Em situações como essa, a distância não representa apenas quilômetros. Para uma pessoa acamada, chegar ao especialista pode envolver equipamentos, veículos, profissionais, familiares e um esforço físico capaz de aumentar o desgaste provocado pela própria condição de saúde.

A telemedicina não eliminou a necessidade de acompanhamento da equipe local. Ao contrário, conectou os profissionais que já conheciam a paciente ao especialista capaz de orientar a condução do caso.

Experiências semelhantes ajudam a explicar como a saúde digital vem modificando o acesso aos serviços especializados em Mato Grosso do Sul. Sob a gestão do governador Eduardo Riedel (Progressistas), pré-candidato à reeleição aprovado em convenção, a estratégia avançou pelo interior e já está presente em 61 municípios.

A expansão procura responder a uma dificuldade histórica: as grandes distâncias entre os municípios e a concentração de especialistas nos principais centros urbanos.

Ao integrar tecnologia, unidades básicas de saúde e profissionais especializados, a rede pública reduz o percurso entre a identificação do problema e a orientação médica, especialmente em áreas onde a oferta presencial ainda é limitada, como neuropediatria, infectologia pediátrica e nefrologia.

Telemedicina: Menos tempo na estrada

Para moradores de municípios pequenos, conseguir uma consulta especializada muitas vezes significa depender de transporte sanitário, passar horas na estrada e reorganizar a rotina de toda a família.

“Idosos, pessoas com mobilidade reduzida e pacientes que necessitam de equipamentos ou cuidados especiais durante o deslocamento enfrentam obstáculos ainda maiores”, pontua o governador.

Nesses casos, a consulta remota aproxima o especialista sem impor ao paciente o desgaste físico da viagem. Também reduz gastos com transporte e permite que a orientação médica ocorra com maior rapidez.

A experiência relatada por Rodrigo Grilo mostra que a telemedicina pode chegar até mesmo a quem não tem condições de sair de casa. O especialista acompanha o paciente a distância, enquanto a equipe da unidade básica oferece o suporte presencial necessário.

Essa integração fortalece a atenção local. Em vez de apenas encaminhar o usuário para outro município, os profissionais que acompanham sua rotina participam do atendimento e mantêm a continuidade do cuidado depois da consulta.

Crianças e famílias também sentem a mudança

Na pediatria, o impacto da telemedicina aparece principalmente na rotina dos pais e responsáveis.

O médico Hilário Bruno Mancini afirma que o atendimento remoto vem diminuindo o desgaste de famílias que antes precisavam percorrer longas distâncias para encontrar determinados especialistas.

Pediatra, o médico Hilário Bruno Mancini, atende paciente por telemedicina – Foto: Divulgação (PP/MS)

A estratégia também permitiu acelerar consultas de crianças que aguardavam atendimento, inclusive na neuropediatria.

Para famílias de crianças com autismo, a possibilidade de receber orientação sem uma viagem prolongada tem um significado particular. Além dos custos e do tempo de deslocamento, sair da rotina pode tornar o percurso mais difícil para a criança e para quem a acompanha.

– “Ao aproximar o especialista da unidade de saúde ou da residência, a telemedicina reduz essas barreiras e facilita o acesso ao acompanhamento necessário”, aponta Riedel.

A mudança não está apenas na comodidade. Quando a consulta acontece mais cedo, a família recebe orientações com maior agilidade e consegue dar continuidade ao cuidado sem que a distância seja o principal fator de espera.

Uma rede além das consultas

A estrutura de telessaúde de Mato Grosso do Sul não se limita às consultas médicas.

– “A rede estadual oferece ainda teledermatologia, exames de tele-retina, eletrocardiogramas remotos e capacitações on-line destinadas aos profissionais da saúde”, explica o pré-candidato.

Os serviços permitem que imagens, exames e informações clínicas sejam avaliados por especialistas mesmo quando o paciente está em uma cidade onde aquela área médica não está disponível presencialmente.

Um eletrocardiograma, por exemplo, pode ser realizado no município e analisado a distância. Na tele-retina, imagens dos olhos podem ser encaminhadas para avaliação especializada. A teledermatologia permite examinar alterações da pele com apoio de registros enviados pela equipe local.

A saúde digital também funciona como instrumento de apoio aos profissionais que trabalham no interior. As capacitações on-line e o contato com especialistas ampliam a capacidade de resposta das equipes municipais e fortalecem o atendimento prestado perto da residência do paciente.

Dessa forma, a tecnologia não atua apenas como ligação entre médico e usuário. Ela conecta diferentes pontos da rede pública, facilita a circulação de informações e ajuda a organizar o cuidado entre a atenção básica e os serviços especializados.

Da resposta emergencial à estrutura permanente

Impulsionada durante a pandemia, a telemedicina deixou de ser utilizada apenas como solução emergencial.

Nos últimos anos, passou a integrar de maneira permanente o funcionamento do sistema público de saúde, sobretudo em regiões onde a oferta presencial de especialistas é menor.

Em um Estado territorialmente extenso, essa incorporação permite que o atendimento especializado avance sem depender exclusivamente da presença física de médicos em todos os municípios.

A adesão de 79 cidades mostra a dimensão alcançada pela estratégia. O efeito mais importante, entretanto, aparece quando a estrutura é convertida em atendimento para quem anteriormente precisava esperar ou viajar.

Na prática, a saúde digital reduz a influência do endereço do paciente sobre o acesso ao especialista. “Quem vive distante dos maiores centros continua recebendo atendimento da equipe local, mas passa a contar também com avaliações e orientações de profissionais de outras cidades”, ressalta o governador.

Distância menor para quem depende do SUS

A ampliação da telemedicina não altera a extensão territorial de Mato Grosso do Sul, mas diminui o peso dessa geografia sobre a vida de quem depende da rede pública.

O resultado aparece na paciente acamada atendida dentro de casa, nas crianças que chegam mais rapidamente ao especialista e nas famílias que deixam de passar horas na estrada para conseguir uma consulta.

Para a gestão de Eduardo Riedel, a estratégia de saúde digital permite utilizar tecnologia e integração entre equipes para aproximar o atendimento especializado da população do interior.

Ao alcançar a totalidade do Estado, a telemedicina passa a fazer parte da organização cotidiana da saúde sul-mato-grossense. Seu alcance, porém, é melhor compreendido não pelo número de cidades conectadas, mas pelas viagens evitadas e pelo atendimento que chega a pessoas para quem sair de casa já representa uma dificuldade.

Na consulta acompanhada por Rodrigo Grilo, a paciente permaneceu em sua residência, amparada pela equipe que já conhecia sua condição. O especialista não estava fisicamente no mesmo lugar, mas a orientação médica chegou até ela.

É nessa aproximação que a tecnologia deixa de ser apenas uma plataforma e passa a funcionar como parte concreta do cuidado.

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