Sem o ex-presidente Jair Bolsonaro na disputa, as eleições deste ano terá ao menos 29 candidatos registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o sobrenome “Bolsonaro” como nome de urna.
Além de integrantes da família, aliados, admiradores e candidatos sem parentesco ou aval do ex-mandatário adotaram a identificação numa tentativa de associar suas campanhas ao principal líder da direita brasileira.
A maioria está no PL: 20 dos 29 candidatos. Os demais estão distribuídos entre Podemos, Novo, Agir, PP, DC e Democrata.
Há dez candidatos a deputado federal, dez a deputado estadual, cinco ao Senado, um a deputado distrital, um a governador, uma a vice-governadora e Flávio Bolsonaro (PL) na corrida à Presidência.
Os nomes estão espalhados por 15 unidades da Federação, com maior concentração em São Paulo, que reúne sete, e no Rio de Janeiro, com quatro.
Entre os “Bolsonaros” nas urnas, oito têm algum grau de parentesco com o ex-presidente. É o caso dos filhos Flávio Bolsonaro, escolhido pelo pai para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT); Carlos Bolsonaro (PL), ex-vereador do Rio que disputará o Senado por Santa Catarina; e Jair Renan, candidato a deputado federal por Santa Catarina, que adotou apenas “Jair Bolsonaro” como nome de urna.
Também integram o grupo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), candidata ao Senado pelo Distrito Federal, e Rogéria Bolsonaro (PL), candidata a deputada federal pelo Rio, ex-mulher de Jair e mãe dos três filhos mais velhos do ex-presidente. Renato Bolsonaro (PL), que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo, é irmão de Jair. Já Marcelo Bolsonaro e Valéria Bolsonaro, candidatos à Assembleia Legislativa paulista, são primos distantes.
Há ainda candidatos que não têm Bolsonaro no nome civil, mas receberam o aval do ex-presidente, antes mesmo da prisão por tentativa de golpe, para usar o sobrenome. É o caso do deputado federal Hélio Lopes, que trocou o domicílio eleitoral do Rio por Roraima para disputar uma vaga no Senado. No Rio, seu filho tentará uma cadeira na Câmara dos Deputados com o nome de urna “Jean Bolsonaro”.
Nesta leva de autorizados estão também Bruno Bolsonaro Scheid, candidato ao Senado pelo PL em Rondônia, e Renato Araújo do Bolsonaro, que busca uma vaga de deputado federal pelo Rio. Ambos são considerados amigos próximos do ex-presidente.
Fora do círculo familiar e de aliados, o sobrenome também aparece em nomes de urna mais inusitados. Vilmar Rigo (Novo-MT), candidato a deputado federal, registrou-se como “Bolsonaro da Shopee”, enquanto Francisco Olinda de Assis (PL-SE), candidato a deputado estadual, escolheu “Bolsonaro Sergipano”. Os dois exploram a semelhança física com o ex-presidente.


