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“Índice do medo” da bolsa brasileira bate recorde pela 3ª vez na semana

VIX Brasil renova máximas históricas com proximidade do primeiro turno das eleições e tensões geopolíticas no radar dos investidores.

O “índice do medo” foi criado em 2024 e vem uma constante de recorde nesta semana. Na segunda-feira (28), alcançou a máxima histórica, fechando aos 31,84 pontos. Um novo pico foi registrado na terça (29), de 32,06 pontos.

A renovação dos recordes ocorre na medida que a decisão da disputa em primeiro turno da Presidência da República se aproxima. A três dias das eleições, o mercado espera pela pesquisa Datafolha, que será divulgada ainda nesta quinta.

No noticiário internacional, as tensões se mantém no Oriente Médio e nova pressão nos preços do petróleo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “aniquilar o Irã” criou “paz no mundo” e voltou a dizer que poderia destruir a República Islâmica caso não seja possível chegar a um acordo.

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta, com o Brent novamente em US$ 100 o barril, em meio às tensões no Oriente Médio, o que também tem elevado preocupações globais sobre os estoques de diesel.

Já o petróleo WTI para novembro fechou em alta de 2,71%, a US$ 92,87 por barril.

O avanço do petróleo ajudou a manter o Ibovespa no campo positivo, encerrando com avanço de 0,46%, aos 187.197,46 pontos. Na máxima do dia, chegou a 187.436,73 pontos, enquanto, na mínima, recuou a 184.767,78 pontos.

A alta segue o bom humor em Wall Street e foi sustentado principalmente pelas ações da Petrobras.

O dólar também foi no mesmo caminho e fechou com alta firme de quase 1%, acima dos R$ 5,22.

O que é o VIX Brasil?

Calculado a partir das Opções sobre o Ibovespa B3, o VIX Brasil mede a volatilidade implícita esperada para os próximos 30 dias.

Na prática, funciona como um termômetro da percepção de risco do mercado – por isso, também é chamado de “índice do medo” – e costuma ser acompanhado por investidores, gestores e analistas em momentos de maior incerteza, sobretudo para estratégias de proteção de carteira e gestão de risco.

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