Nos primeiros seis meses do ano, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 4,02%, em São Luís, e 21,48%, em Fortaleza.
O levantamento também traz uma estimativa sobre o valor que o salário mínimo deveria ter para garantir as despesas básicas de uma família de quatro pessoas, conforme prevê a Constituição Federal. Considerando o custo da cesta básica mais cara do país, registrado em São Paulo, o Dieese calcula que o salário mínimo necessário em junho seria de R$ 8.110,92.
O valor é praticamente cinco vezes superior ao salário mínimo vigente, de R$ 1.621, evidenciando a distância entre a renda da maior parte dos trabalhadores brasileiros e o custo de vida. Na avaliação do Dieese, além da alimentação, esse cálculo leva em consideração gastos essenciais com moradia, saúde, educação, transporte, vestuário, higiene, lazer e previdência, reforçando o impacto que a inflação dos alimentos continua exercendo sobre o orçamento das famílias.
Pesquisa
Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a principal elevação ocorreu em Boa Vista, com aumento médio de 3,28%. Em seguida, aparecem Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%).
A maior redução, por sua vez, foi constatada em João Pessoa, onde o custo médio caiu 3,97%. Na sequência, aparecem Recife (-3,62%) e Maceió (-3,61%).
Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da cesta no mês passado foi o feijão, que subiu em todas as cidades analisadas.
Segundo a pesquisa, as valorizações do produto têm sido provocadas pela redução da área cultivada e pelas adversidades climáticas que afetaram a primeira e a segunda safras.
Também houve aumentos nos preços do arroz agulhinha, na carne bovina de primeira e no leite integral.
Cesta mais cara do país
Em junho, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ 965,47, seguida por Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42).
Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07).
Pesquisa de cestas básicas do Dieese nas capitais, aponta que salário mínimo deveria ser de R$ 8.110,92, cinco vezes maior que o atual


