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sexta-feira, 17 julho 2026
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Cesta básica sobe em 17 capitais e Dieese aponta que salário mínimo deveria ser de R$ 8.110,92, cinco vezes maior quer o atual

Nos primeiros seis meses do ano, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 4,02%, em São Luís, e 21,48%, em Fortaleza.

Nos primeiros seis meses do ano, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 4,02%, em São Luís, e 21,48%, em Fortaleza.

O levantamento também traz uma estimativa sobre o valor que o salário mínimo deveria ter para garantir as despesas básicas de uma família de quatro pessoas, conforme prevê a Constituição Federal. Considerando o custo da cesta básica mais cara do país, registrado em São Paulo, o Dieese calcula que o salário mínimo necessário em junho seria de R$ 8.110,92.

O valor é praticamente cinco vezes superior ao salário mínimo vigente, de R$ 1.621, evidenciando a distância entre a renda da maior parte dos trabalhadores brasileiros e o custo de vida. Na avaliação do Dieese, além da alimentação, esse cálculo leva em consideração gastos essenciais com moradia, saúde, educação, transporte, vestuário, higiene, lazer e previdência, reforçando o impacto que a inflação dos alimentos continua exercendo sobre o orçamento das famílias.

PesquisaSegundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a principal elevação ocorreu em Boa Vista, com aumento médio de 3,28%. Em seguida, aparecem Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%).

A maior redução, por sua vez, foi constatada em João Pessoa, onde o custo médio caiu 3,97%. Na sequência, aparecem Recife (-3,62%) e Maceió (-3,61%).

Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da cesta no mês passado foi o feijão, que subiu em todas as cidades analisadas.

Segundo a pesquisa, as valorizações do produto têm sido provocadas pela redução da área cultivada e pelas adversidades climáticas que afetaram a primeira e a segunda safras.

Também houve aumentos nos preços do arroz agulhinha, na carne bovina de primeira e no leite integral.

Cesta mais cara do país

Em junho, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ 965,47, seguida por Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42).

Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07).

 

Pesquisa de cestas básicas do Dieese nas capitais, aponta que salário mínimo deveria ser de R$ 8.110,92, cinco vezes maior que o atual

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