Nos acessos, as obras seguem em ambos os lados da fronteira.
No Brasil, há execução de viadutos, pilares e vigas sob responsabilidade do DNIT. Já no Paraguai, o acesso inclui cerca de 4 quilômetros de aterro até a Ruta PY-15. “A execução principal está a cargo do Consórcio PYBRA”, informa o relatório.
Com custo estimado em cerca de US$ 100 milhões, financiado pela Itaipu Binacional, a ponte é vista como peça-chave da integração regional. “A estrutura deve consolidar um corredor logístico mais eficiente rumo ao Pacífico”, reforça o projeto, que também inclui investimentos bilionários em rodovias no Paraguai
Rota Bioceânica
A conclusão da ponte carrega uma simbologia única na história recente dos quatro países, permitindo uma integração por via terrestre com destino ao porto de Antofagasta, no Chile, já no oceano pacífico.
Quanto inteiramente em operação, previsto para 2027, a rota Bioceânica vai reduzir o tempo de exportação para a Ásia em até 17 dias, em comparação à saída pelo Porto de Santos, e cortar custos de frete em torno de 30%, facilitando o escoamento de commodities agrícolas e carne pelo Pacífico, entre outros produtos.
Para Mato Grosso do Sul é um passo gigantesco para o desenvolvimento econômico, com impactos em vários setores, como indústria, comércio, agronegócio e, mais ainda, fomentando negócios entre e para empresas ao longo do trajeto.
Como toda obra deste porte, a rota bioceânica terá suas etapas de amadurecimento e exploração de todo o seu potencial logístico e comercial – tanto no curto, quanto no médio e longo prazos.
Mas, na realidade, a união entre Carmelo Peralta e Porto Murtinho pela ponte, já é a concretização de um sonho de décadas de gestores do Estado, empresários e da população, tanto de Mato Grosso do Sul quanto do Paraguai, cujo intercâmbio comercial avança cada vez mais.


