A discussão sobre proteína animal brasileira no mercado europeu ganhou atenção diante da necessidade de atualização de protocolos sanitários até setembro.
Para Edwal Portilho, presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), o Brasil já cumpre as exigências atuais, mas precisa reforçar a comunicação técnica com os órgãos reguladores internacionais para preservar mercados estratégicos.
Proteína animal brasileira já segue protocolos, diz Adial
Segundo Edwal Portilho, a preocupação central não está na falta de controles no Brasil, mas na defasagem das informações apresentadas à Europa. O dirigente afirma que o país já atende aos protocolos exigidos para exportação de proteína animal. “Importante ressaltar que o Brasil já atende a todos os protocolos. A Europa é um dos mercados mais exigentes”, declarou o presidente da Adial.
A entidade representa cerca de 85% do PIB agroindustrial de Goiás e acompanha os efeitos de medidas sanitárias sobre cadeias exportadoras do Centro-Oeste.
Bovinos, aves e suínos concentram maior atenção
Questionado sobre quais cadeias poderiam ser mais afetadas, Portilho citou principalmente bovinos, aves e suínos, segmentos que, segundo ele, estão entre os produtos de proteína animal mais exportados pelo Brasil. “Tanto o protocolo para bovinos, aves e suínos, que são os produtos mais exportados de proteína animal, já é muito mais moderno”, afirmou.
Embora a pergunta inicial também mencione ovos, mel, pescados e derivados, o entrevistado concentrou sua análise nas carnes bovina, suína e de aves. Ele também destacou que o mercado europeu não é o maior comprador da carne bovina brasileira, mas continua sendo relevante para a estratégia comercial do setor.
Segundo ele, o Ministério da Agricultura estaria informando as atualizações sobre o que o Brasil pratica hoje, incluindo o que é permitido e o que não é permitido na produção nacional.
Atualização até setembro é vista como caminho para evitar impacto
Para o presidente da Adial, a expectativa é que a situação seja resolvida até setembro, sem interrupção relevante no fluxo comercial. “Certamente, em setembro já estará tudo sanado para continuidade”, afirmou Portilho.
Ainda assim, ele reconhece que eventual restrição poderia gerar impacto em volume e valores. O dirigente não detalhou números, mas avaliou que a manutenção de mercados abertos é essencial para reduzir riscos em um cenário de oscilação da demanda internacional.
Na avaliação de Portilho, preservar o acesso ao mercado europeu é importante mesmo quando outros destinos têm maior participação nas compras de proteína animal brasileira.
– “É importante manter esses mercados porque outros mercados também oscilam em suas demandas. A gente tem que estar com o máximo possível de mercado aberto para valorizar nosso produto internamente, para que o produtor e a cadeia possam ser bem remunerados”, declarou.


