A decisão coloca em risco algo em torno de US$ 200 milhões para o Estado, somando-se 26 mil toneladas exportadas ao bloco no acumulado de janeiro de 2025 a maio deste ano.
Segundo dados da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), a carne bovina representa cerca de 10% de tudo o que o Estado exporta para o bloco europeu, que é hoje o segundo destino econômico mais importante para o Estado, atrás apenas da Ásia.
Ameaça
Considerando o volume exportado apenas em 2025, a medida pode representar perdas de aproximadamente US$ 126 milhões para Mato Grosso do Sul, segundo estimativas baseadas nos dados de Comércio Exterior do Estado, um dos mercados mais rentáveis para a carne bovina premium, considerando o volume exportado em 2025.
Em 2025, Mato Grosso do Sul exportou mais de 14 mil toneladas de carne bovina para países europeus, com destaque para a Itália, terceiro maior destino das exportações estaduais.
Já entre janeiro e maio deste ano, dados consolidados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Semadesc indicam que o Estado exportou aproximadamente 12 mil toneladas de carne bovina in natura para a União Europeia, correspondente a um valor estimado de aproximadamente US$ 72,98 milhões. O impacto na economia do estado pode, então, ultrapassar US$ 200 milhões.
Acrissul
O presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Guilherme Bumlai, amenizou a oficialização do corte da carne brasileira pela União Europeia.
– “Não vemos esse episódio como uma barreira definitiva, mas como uma etapa de adequação regulatória. O setor pecuário brasileiro tem histórico de atender às mais rigorosas exigências internacionais e acreditamos que o governo brasileiro concluirá os ajustes necessários nos próximos meses, preservando o acesso da carne brasileira ao mercado europeu”, avaliou Bumlai.
***Matéria em atualização


