A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de suspender os efeitos da Lei da Dosimetria gerou forte irritação na cúpula do Congresso Nacional.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), considerados os principais fiadores da proposta, manifestaram a aliados sua contrariedade à medida adotada pelo integrante do STF.
Segundo apuração, líderes próximos aos dois parlamentares indicam que eles devem se manifestar em breve nos autos do processo. A intenção é afirmar a necessidade do cumprimento do que já foi decidido pelas duas casas do Congresso.
Hugo e Alcolumbre foram os responsáveis por encampar a elaboração do texto da lei, colocando suas imagens diretamente associadas à pauta. A insatisfação de ambos é compreensível, especialmente diante de relatos de que Moraes teria sido consultado durante a elaboração da proposta, segundo fontes ouvidas pela reportagem.
Apesar da irritação, a estratégia adotada pelos dois é de cautela. O plenário do STF já dá indicações de que tende a considerar a lei constitucional, o que faz com que uma confrontação pública com o Supremo, neste momento, seja avaliada como um caminho pouco conveniente. A manifestação, portanto, deve se restringir ao âmbito jurídico, dentro dos autos do processo.


