Os gastos de turistas internacionais no Brasil atingiram R$ 33,6 bilhões entre janeiro e julho de 2026, o maior valor já registrado para o período.
O montante representa uma alta de 9,4% em relação aos R$ 30,7 bilhões movimentados nos sete primeiros meses de 2025, segundo dados do Ministério do Turismo.
Os números, compilados pelo Ministério do Turismo, foram divulgados pelo Banco Central.
Gastos: alta de 11,6%
O resultado também dá continuidade a uma trajetória de alta registrada ao longo de 2026. Nos primeiros cinco meses do ano, os gastos de turistas internacionais já haviam atingido US$ 4,8 bilhões, mais de R$ 24,8 bilhões na conversão atual, uma alta de 11,6% em relação ao mesmo período de 2025.
O mês de maio foi um dos destaques do período. Naquele mês, foi registrada a entrada de 486.262 viajantes internacionais no Brasil, cujos gastos chegaram a US$ 786 milhões, uma alta de 18,9% em relação a maio de 2025.
Origem dos turistas?
Entre janeiro e julho de 2026, o Brasil registrou a entrada de 5,87 milhões de turistas internacionais, número semelhante ao registrado no mesmo período de 2025. O resultado corresponde a quase 80% da meta de 7,5 milhões de visitantes estabelecida para este ano pelo Plano Nacional de Turismo (PNT).
No primeiro semestre, entre janeiro e junho, a Argentina foi o principal país de origem dos turistas que visitaram o Brasil, com quase dois milhões de visitantes. Chile, Estados Unidos, Uruguai e Paraguai aparecem na sequência.
O desempenho acompanha o crescimento do turismo internacional observado nos últimos anos. O Brasil foi o quarto país no mundo onde o turismo mais cresceu entre 2019 e 2025, segundo levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Outros recordes
Além dos gastos de visitantes estrangeiros, o Brasil também registrou recorde na movimentação aérea doméstica. Foram 59 milhões de passageiros entre janeiro e julho de 2026, maior marca para o período.
Já o turismo de negócios movimentou R$ 8,4 bilhões nos primeiros sete meses deste ano. O valor representa alta de 8,1% em relação aos R$ 7,8 bilhões registrados no mesmo período de 2025, correspondendo ao maior faturamento da série histórica.


