Mato Grosso do Sul registrou a maior remuneração inicial do país para professores da rede estadual de ensino em regime de 40 horas de trabalho, chegando a R$ 13.007,12.
Os dados são do levantamento “Planos de Carreira e Remuneração do Magistério”, do Movimento Profissão Docente e foram divulgados nesta segunda-feira (06) pelo Centro de Liderança Política (CLP). Os valores não consideram adicionais por tempo de serviço e referem-se aos professores concursados.
O salário inicial de um professor concursado em Mato Grosso do Sul equivale a 253,52% do Piso Salarial Nacional do Magistério e a 209,37% da média inicial paga pelas redes estaduais de ensino do Brasil
Enquanto Mato Grosso do Sul paga mais de R$ 13 mil para os professores, no Brasil, o salário inicial médio dos professores da rede estadual (40h) foi de R$ 6.212,36 em 2025, o equivalente a 128% do piso nacional.

O estudo revela uma forte disparidade regional na valorização e na capacidade de atração de talentos nas redes públicas brasileiras. O Rio de Janeiro, por exemplo, registrou o piso do magistério para o período, em R$ 4.867,77.
As variações refletem não apenas as realidades fiscais e o espaço orçamentário de cada estado, mas também o desenho e a maturidade de seus planos de carreira.
A atração de talentos e a melhoria dos índices de aprendizagem passam diretamente pela eficiência na alocação de recursos e pela modernização das carreiras do Estado.
Liderança
O estudo mostra que o rendimento dos docentes de Mato grosso do Sul é 53,8% maior que o do segundo colocado, o Maranhão, e 167% acima daquilo que é pago a professores do Rio de Janeiro, que estão em último lugar nesse ranking.
E, se forem considerados os salários no final da carreira, Mato Grosso do Sul segue no topo desta pirâmide, com R$ 26,5 mil. Neste caso, o segundo lugar cabe aos paulistas, que chegam ao final da carreira recebendo R$ 14,4 mil.
Para os professores convocados (temporários), os vencimentos variam conforme a habilitação e o local de lotação, indo de R$ 5.568,00 a R$ 7.799,00.


