O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciou, nesta quarta-feira (15/7), a imposição de tarifas de 25% sobre uma série de produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos (EUA). Em resposta, parlamentares da base governista e da oposição trocaram acusações nas redes sociais nesta quinta-feira (16).
Da parte do governo, líderes e ministros responsabilizaram a família Bolsonaro pelo tarifaço, os chamando de “traidores da pátria”. Ao apontar que as novas tarifas não têm justificativas válidas e fundamentadas, eles defendem que a medida norte-americana foi uma decisão política.
Líderes da oposição, por outro lado, culparam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelas medidas impostas pela Casa Branca, usando como base a postagem do próprio secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que escreveu: “Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro”.
Além disso, sustentam que as tarifas são uma consequência da “militância ideológica” do presidente Lula, que teria “ignorado” as negociações com os Estados Unidos ao não enviar representantes à audiência pública que precedeu o anúncio das tarifas.
Com relação à resposta anunciada pelo governo brasileiro mais cedo, governistas avaliaram as decisões positivamente e a consideraram respostas “firmes”. Os parlamentares também disseram que o governo segue aberto ao diálogo, mas que a soberania econômica e política é inegociável.
Também hoje, o governo federal anunciou que recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC) e acionará a Lei de Reciprocidade Econômica em resposta aos EUA. Em nota oficial, o Palácio do Planalto classificou a medida norte-americana como “unilateral”, “ilegal” e “arbitrária”, e afirmou que adotará ações para proteger os setores afetados e preservar empregos.


