Os bastidores de Brasília estão em polvorosa com a desistência do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) de disputar o Senado Federal.
Há quem diga, inclusive, que o atrito entre Michelle e Flávio Bolsonaro tenha sido apenas uma cortina de fumaça para o real objetivo da família – eliminar obstáculos para a ex-primeira-dama chegar ao Senado.
O diagnóstico do PL é de que Ibaneis tinha potencial de dividir votos entre eleitores conservadores e que sem ele aumentam as chances de eleger dois senadores.
O cenário no Distrito Federal tem sido comparado ao de Santa Catarina, onde o PL também projeta fazer dois senadores: Carlos Bolsonaro e Caroline De Toni.
Por isso, dirigentes do partido têm buscado a ex-primeira-dama nos últimos dias para reforçar o pedido de que ela saia candidata, apesar do desgaste com o enteado Flavio Bolsonaro.
“Michelle é líder das mulheres de direita no país. Estou ao lado dela para que venhamos juntas, em chapa pura”, disse a presidente do PL no Distrito Federal, Bia Kicis.
A expectativa é de que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, tenha uma nova conversa com Michelle na semana que vem, bem como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF).
“Estamos insistindo [que ela seja candidata]”, disse Damares.
O ex-presidente Jair Bolsonaro ainda defende que a mulher seja candidata, apesar de ter ficado insatisfeito com o conteúdo de vídeo em que Michelle critica o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).


