O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou neste sábado (31/10) que o país norte-americano tenha ajudado o senador Flávio Bolsonaro (PL) a fugir do Brasil, após ter sido derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nas últimas eleições presidenciais.
“Não facilitamos nada. Ouvimos que ele chegaria nos Estados Unidos, ele tinha um visto, e o presidente Donald Trump decidiu permitir a entrada dele. (…) Não estamos envolvidos em nenhum dos arranjos que ele fez em termos de sair do país. O governo dos Estados Unidos não está envolvido diretamente em nenhum dos movimentos que ele fez”, disse Rubio, em fala a jornalistas, em Atlanta, nos Estados Unidos.
Uma possível facilitação dos Estados Unidos na fuga de Flávio Bolsonaro é tema de uma carta enviada por um grupo de congressistas a Marco Rubio. No documento, há exigências de explicações sobre envolvimento dos EUA nesse movimento do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O parlamentar, após perder o pleito para Lula, estava proibido de deixar o país, uma vez que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a apreensão de todos dos passaportes brasileiros e de outras nacionalidades, com em inquérito que investiga suposta lavagem de dinheiro de Flávio Bolsonaro e do advogado Willer Tomaz.
A alegação de que os Estados Unidos intermediaram a ida de Flávio aos Estados Unidos foi apontada em investigações do jornal The New York Times (NYT), que apontou Jason Miller, um funcionário da Casa Branca, como figura responsável por providenciar um avião particular para que o senador e sua família chegassem ao país norte-americano.
O senador derrotado nas eleições presidenciais justificou sua fuga aos Estado Unidos com a ideia de que Alexandre de Moraes, ao determinar apreensão de seu passaporte e proibí-lo de deixar o pais, o perseguiria politicamente. Em live realizada ontem (30/10), Flávio contou ter repercutido com seu pai Jair Bolsonaro a decisão de Moraes.
“Já sabe onde é que eles querem chegar com isso, né?”, teria perguntado Jair Bolsonaro a Flávio, segundo o relato do senador, que relatou ter retornado para sua casa, em Brasília, para decidir com sua esposa, Fernanda Bolsonaro, em prol da fuga do país.


