HomeagronegócioMato Grosso do Sul está entre os 10 estados e o DF...

Mato Grosso do Sul está entre os 10 estados e o DF onde o etanol é mais competitivo que a gasolina, segundo a ANP

Nos postos pesquisados no Brasil, etanol apresentou paridade de 60,65% em relação à gasolina no estado de Mato Grosso do Sul.

O preço do etanol hidratado voltou a se aproximar de R$ 2,20 por litro ao produtor na primeira quinzena de agosto. A reação ocorre após um período de pressão sobre as cotações e em um momento considerado decisivo para o mercado, que ainda precisa acelerar a absorção de uma oferta elevada.

Levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilado pelo AE-Taxas, referente ao período de 19 a 25 de julho, indica que o etanol está mais competitivo em relação à gasolina em dez Estados e no Distrito Federal.

Confira o ranking abaixo:

69,53% em Santa Catarina

69,40% no Amazonas

68,53% no Acre

67,58% na Bahia

64,96% em Minas Gerais

64,48% no Distrito Federal;

63,96% em Goiás

62,57% no Paraná

60,65% em Mato Grosso do Sul

55,23% em Mato Grosso

58,28% em São Paulo

Pela metodologia adotada, o etanol é considerado economicamente mais vantajoso quando seu preço corresponde a até 70% do valor da gasolina. Juntos os 10 estados e mais o DF representam cerca de dois terços da demanda brasileira por combustíveis leves.

A expectativa da Consultoria Agro do Itaú BBA é de que a demanda ganhe força, favorecida pela vantagem de preço do etanol em relação à gasolina e pelo maior número de dias úteis para comercialização.

Subsídio ao Etanol

Outro fator que deve impulsionar a demanda é o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que passou de 30% para 32% em 1º de agosto. A mudança amplia o consumo estrutural do biocombustível e representa um suporte adicional para o mercado.

A aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 114/2026 pelo Congresso Nacional, em 12 de agosto, também trouxe uma proteção adicional ao setor, ao prever uma subvenção de até R$ 1,2 bilhão para o etanol.

Apesar dos sinais positivos do lado da demanda, o mercado ainda enfrenta um cenário de oferta abundante. A cadeia precisa absorver aproximadamente 2 bilhões de litros por mês para evitar o acúmulo excessivo de estoques de passagem.
A velocidade dessa absorção será determinante para a formação dos preços nos próximos meses, especialmente em um ambiente de juros elevados, que aumenta o custo de carregamento dos estoques.
O mercado externo, por sua vez, permanece limitado como alternativa para escoamento da produção. Desde 22 de julho, o etanol brasileiro está sujeito a uma tarifa de 37,5% nos Estados Unidos, reduzindo a competitividade do produto no mercado norte-americano.
Ao mesmo tempo, o avanço do etanol produzido nos Estados Unidos em outros destinos globais aumenta a concorrência e restringe as oportunidades para as exportações brasileiras.
Para Mariana Zechin, analista da Consultoria Agro do Itaú BBA, a recente recuperação dos preços é um primeiro sinal de melhora, mas ainda não representa uma mudança consolidada de cenário.
Para que o mercado entre de fato em um novo ciclo de valorização, será fundamental que o aumento da competitividade do etanol se traduza em maior consumo e acelere a absorção dos estoques ao longo dos próximos meses.

Pesquisa do Procon-MS nos Postos de Campo Grande

Pesquisa do Procon Mato Grosso do Sul, realizada entre os dias 17 e 19 deste mês, com coletas em 35 estabelecimentos, nas sete regiões administrativas de Campo Grande, mostra que os preços do litro do etanol tem recuado.

No comparativo entre julho e agosto, o levantamento aponta que o etanol comum registrou queda de 1,87% no preço do litro para pagamento no crédito e de -4,24% quando o valor do abastecimento é feito no débito ou dinheiro.

NOTÍCIAS RELACIONADAS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS