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Mobilização das lideranças políticas manteve foco em reduzir abstenção recorde em MS

Com mais de 483 mil eleitores ausentes no primeiro turno, Mato Grosso do Sul registrou a maior taxa de abstenção do país; articulação política buscou ampliar a participação nas urnas neste domingo (25)

Reduzir a abstenção eleitoral e levar mais eleitores às urnas tornou-se uma das principais prioridades das lideranças políticas de Mato Grosso do Sul neste domingo (25), quando os brasileiros decidem o segundo turno da eleição presidencial.

O Estado chega à votação com um desafio expressivo: reverter o índice de 23,87% de abstenção registrado no primeiro turno, o maior percentual entre as unidades da Federação.

Ao todo, mais de 483 mil eleitores sul-mato-grossenses deixaram de comparecer às urnas no dia 4 de outubro.

O contingente representa uma parcela significativa dos mais de 2 milhões de cidadãos aptos a votar no Estado e passou a ocupar posição central nas estratégias de mobilização política nesta reta final da disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

À frente da articulação estadual em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro, o governador Eduardo Riedel (PP), os senadores eleitos Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, ambos do PL, e a senadora Tereza Cristina (PP) estiveram entre as principais lideranças envolvidas na mobilização do eleitorado sul-mato-grossense.

A estratégia reuniu prefeitos, deputados estaduais e federais, vereadores e lideranças municipais, com atenção especial aos eleitores que não participaram do primeiro turno. O objetivo é ampliar o comparecimento e transformar a capacidade de mobilização política construída ao longo da campanha em votos efetivos neste domingo.

Abstenção coloca mobilização no centro da disputa

Para as lideranças envolvidas, o desafio não se limita a conquistar novos apoiadores, mas inclui estimular o comparecimento daqueles que, embora aptos a votar, permaneceram em casa na primeira etapa da eleição.

O número de ausentes reforça a importância dessa estratégia. Os mais de 483 mil eleitores que não participaram do primeiro turno representam um contingente com potencial para influenciar o resultado estadual, embora não seja possível antecipar quantos comparecerão às urnas nem a preferência eleitoral desse grupo.

Campo Grande concentra mais de 640 mil eleitores

Na Capital, onde mais de 640 mil cidadãos estão aptos a votar, a mobilização também ganhou destaque nos últimos dias. A participação de lideranças estaduais e municipais em atos públicos buscou estimular o eleitorado a comparecer às seções eleitorais.

No interior, a articulação política aposta na capilaridade de prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias para reforçar a importância da participação no processo democrático.

O esforço para diminuir a abstenção também envolve esclarecer dúvidas sobre as regras eleitorais. Quem não votou no primeiro turno pode participar normalmente da votação deste domingo, desde que esteja com a situação eleitoral regular.

Já os eleitores que não comparecerem às urnas no segundo turno deverão justificar a ausência no prazo de até 60 dias, conforme as normas da Justiça Eleitoral.

Segurança mobiliza mais de 3,3 mil agentes

A operação de segurança pública organizada para o segundo turno em Mato Grosso do Sul conta com mais de 3.300 agentes, 584 viaturas e dois helicópteros. O efetivo atua na prevenção de crimes eleitorais e na garantia da segurança dos eleitores e profissionais envolvidos na votação.

O Estado também disponibiliza votação em trânsito em dois locais: no prédio do Sebrae, em Campo Grande, e na Paróquia São José Operário, em Dourados, para os eleitores previamente habilitados nessa modalidade.

Com a votação em andamento neste domingo, a expectativa é verificar se a mobilização das lideranças políticas conseguirá reduzir o índice de abstenção registrado no primeiro turno.

Mais do que ampliar a votação de seus respectivos candidatos, o grande desafio das forças políticas de Mato Grosso do Sul é fazer com que uma parcela maior dos mais de 2 milhões de eleitores aptos exerça o direito ao voto e participe da decisão sobre os rumos do país.

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