A proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6×1 só deve avançar no Congresso Nacional após o recesso parlamentar.
Lideranças governistas afirmam que, neste momento, não identificam uma mobilização política suficiente para que o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), coloque a matéria em discussão antes da interrupção das atividades legislativas.
Na avaliação desses interlocutores, o cenário considerado mais provável é que a proposta volte ao centro das negociações somente após o fim do recesso, previsto para começar em 18 de julho.
A expectativa é de que, até lá, as articulações em torno do texto permaneçam em ritmo reduzido.
A proposta chegou ao Senado há mais de um mês, após ser aprovada em dois turnos pelo Plenário da Câmara dos Deputados.
Texto ainda não foi à CCJ
Desde então, aguarda um despacho de Alcolumbre para o início da tramitação na Casa. O presidente do Congresso é responsável por encaminhar a PEC à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), primeira etapa da análise pelos senadores.
Reservadamente, governistas afirmam que a ausência desse encaminhamento tem reduzido as expectativas de votação ainda no primeiro semestre legislativo.
A avaliação predominante entre esses interlocutores é de que, sem um movimento da presidência do Senado nos próximos dias, a discussão deverá ficar para a retomada dos trabalhos após o recesso parlamentar.


