Durante anos, atravessar uma parte do Parque do Lageado ou simplesmente chegar ao outro lado da região exigia dos moradores enfrentar uma estrutura precária de madeira ou aumentar o caminho para alcançar o destino. Para quem dependia diariamente daquele trajeto para trabalhar, a dificuldade fazia parte da rotina. A nova ponte trouxe uma solução esperada.
“Nós temos moradores que trabalham e precisavam passar pelo local e tinham que dar uma volta para chegar ao seu destino. Esta obra nova, que inclui a ponte, encurtou o caminho e facilitou a vida dos moradores”, afirmou. Para ele, a intervenção teve impacto direto na mobilidade e na vida de quem mora no bairro.
A mudança veio com a construção de uma ponte de concreto de 19,2 metros e a pavimentação de ruas do Parque do Lageado, em Campo Grande. As obras, que incluem a ponte, receberam investimento de R$ 7,7 milhões do Governo de Mato Grosso do Sul, sob a gestão do governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, e foram concluídas em abril de 2026.
Mais do que substituir a antiga “pinguela”, como era conhecida pelos moradores, a nova estrutura resolveu um problema que se arrastava havia décadas. A travessia precária dificultava a circulação e, de acordo com os relatos apresentados, também contribuía para uma sensação de insegurança no local.
Com a ponte, o tráfego foi desobstruído e os deslocamentos ficaram mais diretos. A pavimentação também chegou às ruas Francisca Figueiredo, Tristão dos Santos e Gaudiley Brun, reduzindo problemas antigos provocados pela poeira nos períodos secos e pelo barro durante as chuvas.
Para Juarez, as intervenções representam uma transformação que ultrapassa a obra física. “Obra impactante, ajudou a mobilidade urbana da região”, afirmou o líder comunitário. Ele também destacou a atuação do Governo do Estado na execução das melhorias que, segundo avalia, alteraram o cotidiano da população local.
A importância da ponte para a comunidade
A nova ligação também cria condições para facilitar o acesso de moradores, trabalhadores e comerciantes. Ao encurtar percursos e melhorar a circulação dentro da região, a infraestrutura passa a ter reflexos não apenas na mobilidade, mas também nas atividades econômicas e na valorização dos imóveis.
O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, classificou a substituição da antiga travessia como uma conquista aguardada pela comunidade.
“Essa ponte representa uma conquista da dignidade a todos os moradores da região. Era um pedido antigo e necessário. Estamos mudando a geografia da região, levando infraestrutura, mobilidade e abrindo novas oportunidades de desenvolvimento”, afirmou.
O conjunto de intervenções atende justamente a demandas que estavam entre as mais antigas dos moradores: deixar para trás a travessia improvisada e levar pavimentação às ruas onde poeira e lama ainda faziam parte do cotidiano.
Riedel destacou que a intenção do investimento era produzir mudanças perceptíveis na vida da população e oferecer estrutura capaz de acompanhar o desenvolvimento da região.
“Um pedido antigo da população que nós conseguimos tornar realidade”, afirmou o governador. Segundo ele, melhorias em pavimentação e infraestrutura alcançam tanto os moradores quanto quem mantém atividades comerciais no bairro. “São benefícios diretos à população e também aos comerciantes. Segurança e percurso mais rápido.”
No Lageado, esses efeitos aparecem de maneira concreta no caminho que ficou menor para quem precisava contornar a antiga passagem, na segurança proporcionada por uma estrutura definitiva e no fim da poeira e do barro nas ruas pavimentadas.
Depois de décadas de reivindicações, a velha pinguela deixou de ser parte da rotina. Para moradores como Juarez, a mudança pode ser medida de uma forma simples: no tempo economizado diariamente e na possibilidade de atravessar a região por um caminho mais rápido e seguro.


