A declaração foi feita durante cerimônia em Sergipe. Na oportunidade a executiva destacou a retomada da Fafen-SE (Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe), que, segundo ela, terá capacidade para atender cerca de 7% da demanda brasileira por fertilizantes nitrogenados.
– “Se a gente tem espaço aqui do lado da planta de Sergipe, por que a gente não dobra essa planta aqui? Se a gente tem espaço na Bahia, por que a gente não dobra a planta da Bahia? E se a gente tem espaço em Mato Grosso do Sul, por que a gente não dobra a planta de Mato Grosso do Sul?”, sugeriu a presidente da Petrobras.
A executiva citou investimentos em outras unidades ligadas ao setor de fertilizantes, incluindo a retomada da UFN-3 (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III), em Mato Grosso do Sul, além de projetos na Bahia e no Paraná.
Como está a UFN-3 em Três lagoas
O Conselho de Administração da Petrobras já decidiu pela retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, sediada em Três Lagoas (MS).

A implantação da unidade já havia sido aprovada pelo conselho em outubro de 2024, dentro Plano de Negócios 2026-2030. Para a conclusão do projeto, é estimado investimento de cerca de US$ 1 bilhão.
A ideia é que as obras sejam retomadas ainda no primeiro semestre deste ano e que a unidade entre em operação comercial em 2029. Paralisada desde 2015, a implantação da unidade voltou a ser avaliada a partir de 2023, quando a Petrobras decidiu retornar ao segmento de fertilizantes.
Atender Demanda Nacional
Segundo Magda, os empreendimentos já anunciados devem permitir que o Brasil produza cerca de 35% da demanda nacional por fertilizantes nitrogenados
A Petrobras, porém, estuda novas expansões para elevar esse percentual.
“Se a gente tem espaço aqui do lado da planta de Sergipe, por que a gente não dobra essa planta aqui? Se a gente tem espaço na Bahia, por que a gente não dobra a planta da Bahia? E se a gente tem espaço em Mato Grosso do Sul, por que a gente não dobra a planta de Mato Grosso do Sul?”.
Magda Chambriard, presidente da Petrobras
De acordo com a presidente da estatal, os estudos em andamento apontam para a possibilidade de o país atender entre 70% e 75% da demanda por fertilizantes nitrogenados.
“Com esses estudos, nós enxergamos que podemos chegar a cerca de 70%, 75% dos fertilizantes nitrogenados que o Brasil precisa. Agora, a nossa meta vai ser buscar a autossuficiência de fertilizantes nitrogenados”, afirmou.
Magda também mencionou o potencial de exploração de potássio em Sergipe, insumo utilizado na fabricação de fertilizantes. Segundo ela, a Petrobras poderia voltar a atuar em atividades ligadas à mineração caso haja mudanças em seu objeto social.
“Gosto da ideia de explorar potássio. Gosto da ideia de explorar minerais críticos. Gosto da ideia de ser uma empresa de energia cada vez maior”, disse.
Hoje, VL Mineração é a única que explora o elemento na região. A mineradora, que faz parte de um conglomerado dos irmãos Batistas, adquiriu a única mina subterrânea de extração em operação no país, que fica em Taquari-Vassouras, em Sergipe.
Magda atribuiu a viabilidade econômica da unidade ao aumento da oferta de gás natural produzido pela Petrobras.
Segundo a presidente da estatal, a disponibilidade do insumo para o mercado passou de 29 milhões para 52 milhões de metros cúbicos por dia, o que contribuiu para a redução dos preços e permitiu a retomada da fábrica.
“O que baixa o preço do gás natural, o que permite fertilizantes, o que permite esses insumos, é um investimento sério em prol da sociedade brasileira”, afirmou.


