spot_img
domingo, 5 julho 2026
HomeEconomiaPresidente do Paraguai acompanha obras da Ponte Bioceânica e "beijo das aduelas"...

Presidente do Paraguai acompanha obras da Ponte Bioceânica e “beijo das aduelas” deve acontecer neste mês de julho

Embora o término estrutural da ponte esteja agendado para julho, a liberação total do tráfego de caminhões dependerá da finalização das alfândegas e das vias de acesso (como a BR-267 no lado brasileiro)

O Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai anunciou que a obra da ponte da Rota Bioceânica está a apenas 5,60 metros da união física entre Paraguai e Brasil.

O anúncio foi feito durante visita do presidente do Paraguai, Santiago Peña, para acompanhar o andamento das obras da Ponte da Rota Bioceânica, estrutura que ligará fisicamente o município paraguaio de Carmelo Peralta a Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, sobre o Rio Paraguai.

Ponte do Rio Paraguai está a apenas 5,6 metros de unir Brasil e Paraguai – Foto: Reprodução

Estágio da Obra

Embora o término estrutural da ponte esteja agendado para este mês de julho, a liberação total do tráfego de caminhões dependerá da finalização das alfândegas e das vias de acesso (como a BR-267 no lado brasileiro)

A estrutura principal estaiada superou os 90% de execução e o fechamento do vão central avançou decisivamente em junho de 2026.

O projeto incorporou uma solução ambiental inédita com barreiras de segurança reflexivas para evitar a colisão de aves em voo na estrutura da ponte, além de controles ambientais para evitar que resíduos cheguem ao leito do rio, incluindo estruturas para tratamento de restos de concreto e monitoramento permanente de insumos e combustíveis.

A obra está orçada em cerca de US$ 100 milhões (pouco mais de R$ 500 milhões), integralmente financiados pela margem paraguaia da Itaipu Binacional.

Atualmente, estão em execução os trabalhos da última etapa estrutural, passo fundamental para a conexão definitiva dos dois extremos da ponte sobre o Rio Paraguai.

Visita

A visita, que ocorreu na sexta-feira (26), contou também com a presença da ministra de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai, Claudia Centurión, além de outras autoridades paraguaias.

Durante a visita, o presidente Santiago Peña destacou a importância estratégica da obra para a integração sul-americana. Segundo o mandatário, a ponte será uma peça-chave para unir o Atlântico ao Pacífico, aproximando produtos dos mercados asiáticos e gerando novas oportunidades para milhões de pessoas.

A ministra Claudia Centurión também ressaltou o momento histórico vivido pela região, destacando que a construção está a poucos metros de concretizar uma das obras mais emblemáticas para a integração da América do Sul.

Além do impacto logístico e econômico, o projeto também contempla medidas ambientais durante sua execução.

A Ponte da Rota Bioceânica é considerada uma obra estratégica para fortalecer a logística regional, impulsionar o comércio, o turismo e abrir novas oportunidades de desenvolvimento para o Chaco paraguaio, Porto Murtinho e toda a região.

Com a aproximação da conclusão da ligação física entre os dois países, Porto Murtinho reafirma seu papel como ponto fundamental no processo de integração internacional, consolidando-se como uma das principais portas de entrada do Brasil no Corredor Rodoviário Bioceânico.

A Rota Bioceânica

A conclusão da ponte carrega uma simbologia única na história recente dos quatro países, permitindo uma integração por via terrestre com destino ao porto de Antofagasta, no Chile, já no oceano pacífico.

Quanto inteiramente em operação, previsto para 2027, a rota Bioceânica vai reduzir o tempo de exportação para a Ásia em até 17 dias, em comparação à saída pelo Porto de Santos, e cortar custos de frete em torno de 30%, facilitando o escoamento de commodities agrícolas e carne pelo Pacífico, entre outros produtos.

Trajeto da Rota Bioceânica, desde Porto de Santos até o Porto de Iquique no Chile

Para Mato Grosso do Sul é um passo gigantesco para o desenvolvimento econômico, com impactos em vários setores, como indústria, comércio, agronegócio e, mais ainda, fomentando negócios entre e para empresas ao longo do trajeto.

Como toda obra deste porte, a rota bioceânica terá suas etapas de amadurecimento e exploração de todo o seu potencial logístico e comercial – tanto no curto, quanto no médio e longo prazos.

Mas, na realidade, a união entre Carmelo Peralta e Porto Murtinho pela ponte, já é a concretização de um sonho de décadas de gestores do Estado, empresários e da população, tanto de Mato Grosso do Sul quanto do Paraguai, cujo intercâmbio comercial avança cada vez mais.

NOTÍCIAS RELACIONADAS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS