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sexta-feira, 17 julho 2026
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Realidade de cada município deve ser base para definir investimentos públicos, afirma Reinaldo

Durante os dois mandatos em que esteve à frente do Governo do Estado, Reinaldo Azambuja implantou o que passou a ser chamado de municipalismo.

 Em entrevista à imprensa no interior do Estado nesta semana, o pré-candidato ao Senado Reinaldo Azambuja, reafirmou uma convicção que marcou sua trajetória à frente do Governo de Mato Grosso do Sul: cada município tem sua própria realidade, e essa diversidade precisa ser respeitada na hora de definir investimentos públicos.

– “Alguns municípios precisam de infraestrutura, outros de atendimento à saúde, e outros ainda de oportunidades para geração de emprego e renda. Não existe solução única que sirva para todos”, afirmou Reinaldo.

Para o pré-candidato, esse princípio deve orientar tanto os parlamentares na destinação de suas emendas quanto os governos executivos na definição de políticas públicas.

– “Só conhecendo de perto a realidade de cada região é que se consegue investir onde realmente é necessário. Caso contrário, o dinheiro público não chega a quem mais precisa”, completa.

Durante os dois mandatos em que esteve à frente do Governo do Estado, Reinaldo Azambuja implantou o que passou a ser chamado de municipalismo: um modelo de gestão que prioriza as obras e demandas indicadas pelos próprios municípios, respeitando o diagnóstico de cada prefeitura sobre suas necessidades mais urgentes.

O método é hoje reconhecido como um dos pilares da relação entre Estado e municípios em Mato Grosso do Sul e segue sendo bem aplicado pela atual gestão, de Eduardo Riedel.

A realidade de Mato Grosso do Sul, no entanto, não é exceção: reflete um desequilíbrio que atinge prefeituras em todo o país.

Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), no âmbito do Diagnóstico Fiscal dos Municípios 2025/2026, que ouviu 4.172 prefeituras — 75% do total nacional —, mostra que a crise financeira é hoje a principal preocupação dos gestores municipais, citada por cerca de 80% deles.

Quase um terço dos municípios (29%) fecha o ano com atraso no pagamento a fornecedores, e outros 31% precisam empurrar despesas já assumidas para o exercício seguinte.

O desequilíbrio tem origem na própria divisão do bolo tributário nacional: de tudo o que o brasileiro paga em impostos, 64% fica com a União, 22,5% com os Estados e apenas 13,5% chega aos municípios — exatamente o ente mais próximo do cidadão e o mais cobrado por resultados, segundo a CNM.

Essa dependência de repasses federais é ainda mais evidente quando se observa que, para dois em cada três municípios brasileiros, o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) é a principal fonte de receita.

Sem autonomia financeira suficiente, prefeituras de todos os portes ficam reféns de decisões tomadas em Brasília — muitas vezes distantes da realidade local que cada prefeito conhece de perto.

Para Reinaldo, o problema está justamente na falta de escuta e no volume insuficiente de recursos por parte do Governo Federal.

– “As prefeituras conhecem suas prioridades, mas o Governo Federal não ouve com atenção essas demandas e ainda destina recursos reduzidos, insuficientes para que os municípios arquem até com suas necessidades básicas”, avalia o pré-candidato.

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