O Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (Cbam) da União Europeia alterou a dinâmica comercial ao exigir certificados de emissão dos importadores. A nova regra favorece o mercado brasileiro, que ampliou suas vendas para o bloco econômico ao atingir a marca de 1,2 milhão de toneladas exportadas.
Para consolidar essa vantagem climática, as grandes usinas instaladas no país estão aportando capital intensivo em adequação tecnológica. A ArcelorMittal concluiu um investimento de R$ 5,8 bilhões na construção de dois parques solares e um eólico para alimentar suas operações.
A Usiminas destinou R$ 2,7 bilhões à modernização de seu alto-forno 3, em Ipatinga, projetado para reduzir o consumo de coque. Simultaneamente, a Gerdau reporta que 70% de sua produção já utiliza sucata, enquanto a Aperam opera seus altos-fornos com 100% de carvão vegetal.
O desafio estrutural, no entanto, permanece comercial: o consumidor final e a cadeia produtiva resistem a pagar o prêmio de preço pelo aço sustentável.
Aço Sustentável
- Baixa Emissão de Carbono: Produzido com energia solar, eólica ou carvão renovável, substituindo combustíveis fósseis;
- Reciclabilidade Infinita: O aço é 100% reciclável, podendo retornar ao ciclo produtivo inúmeras vezes sem perda de propriedades físicas;
- Produção Circular (EAF): Uso de fornos elétricos a arco (EAF) com sucata metálica reduz drasticamente a necessidade de mineração;
- Eficiência e Durabilidade: Alta resistência a intempéries e corrosão, resultando em menor necessidade de reposição e maior vida útil;
- Aço Verde do Brasil (AVB): O Brasil é destaque na produção utilizando carvão vegetal de florestas plantadas, substituindo o carvão mineral poluente.


