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sexta-feira, 31 julho 2026
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Tereza Cristina confirma reunião com Flávio Bolsonaro e afirma que definição sobre vice depende de “consultas e acertos partidários”

A precaução da senadora evidencia uma dificuldade de articulação interna do Progressistas, cujas lideranças, notadamente do Nordeste, são contra uma composição com o PL.

A senadora Tereza Cristina divulgou nota oficial no início da noite desta quinta-feira 30), por meio da sua Assessoria, confirmando que manteve reunião com o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, mas que “qualquer composição de chapa depende de avaliações políticas e pessoais, além de consultas e acertos partidários”.

Na nota, Tereza afirma que ainda “nada foi decidido” com relação à sua participação na chapa de Flávio como vice.

A precaução da senadora evidencia uma dificuldade de articulação interna do Progressistas, cujas lideranças, notadamente do Nordeste, são contra uma composição com o PL. Mas, a nota deixa a entender que Tereza está disposta a aceitar o convite de Flávio Bolsonaro e buscar o entendimento junto ao PP.

Até porque, na nota, em nenhum momento a Senadora se refere a não concordar com a proposta, ao contrário de ocasiões anteriores quando afirmou que não aceitaria ser vice na chapa de Flávio por estar trabalhando para ser presidente do Senado.

Xadrez Político no Nordeste

As principais movimentações e candidaturas majoritárias do Progressistas (PP) — integrando também a Federação União Progressista (União Brasil + PP) — no Nordeste para as eleições de 2026 envolvem costuras de palanques estaduais e disputas locais.

No Ceará, a cúpula nacional da federação validou o apoio à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Estado e o nome de Roberto Cláudio (União) como vice, além de Capitão Wagner ao Senado. No entanto, diretórios estaduais do PP e do União acionaram a Justiça para tentar garantir apoio à reeleição do governador Elmano de Freitas (PT)

Em Pernambuco, o partido agendou sua Convenção Estadual para o dia 1º de agosto de 2026 para oficializar as apostas proporcionais e a movimentação do deputado federal Eduardo da Fonte na corrida ao Senado dentro do xadrez político local.

No Piauí e Alagoas, o grupo de oposição articula o nome da ex-deputada Margarete Coelho (PP) ao governo e a forte presença do senador Ciro Nogueira (PP). Em Alagoas, o partido atua como principal polo oposicionista ao grupo governista liderado por Renan Calheiros, sob a forte influência política de Arthur Lira.

Confira a nota:

Convite

Durante toda esta quinta-feira, fontes do PP e do próprio PL em Brasília, vazaram informações sobre a reunião de Tereza com Flávio, que aconteceu ontem (29), como a nota confirma, e que ela teria concordado em ser candidata a vice-presidente na chapa do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo fontes dos dois partidos, as negociações teriam avançado nesta semana.

Ex-ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro e uma das principais lideranças do agronegócio, Tereza Cristina era considerada desde o início o nome preferido de Flávio para ocupar a vice.

Mesmo com a recusa da senadora que alegou prioridade na disputa pela Presidência do Senado, dirigentes do PL e do PP mantiveram as negociações abertas na tentativa de construir uma aliança mais ampla para a eleição presidencial.

Federação

A composição, no entanto, ainda depende da aprovação da Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, além do aval formal do PP em convenção partidária.

Após o sinal verde da senadora, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, iniciou consultas aos diretórios estaduais para medir o apoio à aliança.

A senadora vinha sendo pressionada, nas últimas semanas, por dirigentes do PL e representantes do empresariado e do agronegócio a integrar a chapa. Segundo um dirigente do União Brasil disse, sob reserva, “tiveram uma conversa com ela ontem, e ela realmente balançou”.

Há poucos dias, Tereza Cristina chegou a discutir a possibilidade com Valdemar, mas ainda resistia ao convite. Na ocasião, segundo o dirigente do PL, ela manifestou preferência por permanecer no Senado e disputar a presidência da Casa em 2027. Anteriormente, Valdemar já havia afirmado que esse era o principal motivo para a senadora recusar a vaga de vice.

Matéria Atualizada às 18:43 (horário MS) com informações do cenário político no Nordeste.

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