Política
Tereza Cristina será relatora do acordo Mercosul-União Européia no Senado
Senado Federal começa a analisar em breve o texto do Acordo Mercosul-União Europeia, aprovado nesta quarta-feira, 25/02, por ampla maioria, na Câmara dos Deputados. Agora, o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 41/2026, que ratifica o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, será relatado pela senadora Tereza Cristina (PP- MS).
“O acordo, depois de 26 anos, está aí posto. Recebi a incumbência de ser a relatora no Senado. Vou ter que me dedicar aí alguns dias ao projeto”, disse Tereza Cristina. “Acho que o acordo também será aprovado no Senado, mas com algumas recomendações necessárias, sobretudo quanto às novas salvaguardas impostas de última hora pelos europeus”, avaliou. “Precisamos sim avançar no nosso comércio exterior com grandes parceiros, como potência agroambiental e industrial que somos”, acrescentou a senadora.
Assinado em janeiro deste ano, o tratado encerra mais de 26 anos de negociações entre os dois blocos econômicos que reúnem mais de 700 milhões de consumidores.
Um dos pontos centrais do debate é a proteção ao agronegócio brasileiro. Em reunião realizada antes da votação na Câmara, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, assumiu o compromisso de encaminhar ainda nesta semana à Casa Civil a minuta do decreto de salvaguardas. Tereza Cristina tem participado das negociações para se chegar a esse decreto.
“O decreto será publicado antes mesmo da votação do acordo no Senado Federal, garantindo segurança jurídica aos produtores rurais e tranquilidade à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) que acompanhou de perto todo esse debate”, informou o relator do acordo na Câmara, Marcos Pereira (Republicanos- SP).
Tereza Cristina defende o acordo por trazer novas e benéficas perspectivas para a economia brasileira, mas considerou desanimadoras, num primeiro momento, as restrições impostas ao aumento das exportações de produtos agrícolas do Mercosul para a Europa.
“As cotas existentes hoje já são pequenas para o tamanho da agropecuária brasileira. Em alguns casos, o volume do que exportamos já é maior do que o previsto no acordo. Agora, com esse gatilho que impede as exportações de aumentarem mais de 5%, corremos o risco de vender menos – e não mais, como se esperava”, explicou. “E ainda vamos demorar a chegar efetivamente ao livre comércio, sem cotas. Por tudo isso também precisamos estar atentos e ter nossas próprias salvaguardas.” completou a senadora.


