Termina nesta quinta-feira (20), no município de Três Lagoas, a Formação Teórico-Prática de Facilitadores de Práticas Restaurativas na Escola, reunindo 45 profissionais da educação dos municípios de Três Lagoas, Selvíria, Brasilândia, Santa Rita do Pardo e Água Clara.
Os encontros presenciais são realizados na Faculdades Integradas de Três Lagoas (AEMS).
O Programa Justiça Restaurativa na Escola é desenvolvido por meio da parceria entre o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, por intermédio da Coordenadoria da Infância e da Juventude, a Secretaria de Estado de Educação e o Ministério Público de MS.
A formação em Três Lagoas conta ainda com a parceria da Escola Judicial (Ejud-MS), da Coordenadoria Regional de Educação e da Secretaria Municipal de Educação de Três Lagoas, fortalecendo a articulação interinstitucional para a promoção da Cultura de Paz no ambiente escolar.
Participam da formação diretores, coordenadores pedagógicos, professores, psicólogos, assistentes sociais e integrantes de equipes administrativas.
Proposta da Formação
A proposta é preparar os profissionais da educação para identificar oportunidades de utilização das práticas restaurativas em seu cotidiano, contribuindo para a prevenção e a resolução pacífica de conflitos, o fortalecimento de vínculos e a construção de uma Cultura de Paz nos espaços educacionais.
A formação é ministrada pela instrutora Valquíria Rédua da Silva e pelo facilitador Daniel Ventura Damaceno, integrantes do Programa Justiça Restaurativa na Escola. Durante os encontros presenciais, os participantes estudam os fundamentos da Justiça Restaurativa e vivenciam práticas e metodologias restaurativas, com destaque para os Círculos de Construção de Paz, Círculos Restaurativos e a Comunicação Não Violenta.
A proposta teórico-prática permite que os cursistas não apenas conheçam os fundamentos das práticas restaurativas, mas também experimentem os processos que poderão utilizar posteriormente em seus contextos de atuação.
Os Círculos de Construção de Paz, por exemplo, possibilitam espaços de fala e escuta orientados por valores e diretrizes, enquanto os procedimentos restaurativos oferecem possibilidades para o tratamento de situações de conflito a partir do diálogo, da responsabilização e da reparação de danos.
A atividade contou com a presença da professora Marizete Bazé, representando a Coordenadoria Regional de Educação de Três Lagoas da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul, e com representação da Secretaria Municipal de Educação de Três Lagoas, cuja titular, professora Ângela Brito, indicou representação.
A iniciativa também representa um passo importante para a ampliação da Justiça Restaurativa na rede municipal de ensino de Três Lagoas. Está prevista a formalização da adesão do município ao Programa Justiça Restaurativa na Escola (JRE), possibilitando o fortalecimento e a ampliação das práticas restaurativas nas unidades escolares municipais.
Os três dias de atividades presenciais integram um percurso formativo mais amplo. A formação terá continuidade por meio de encontros on-line durante os meses de agosto e setembro, permitindo o aprofundamento dos conteúdos e o acompanhamento do processo de formação dos novos facilitadores.
A formação na região de Três Lagoas integra a estratégia de expansão do Programa Justiça Restaurativa na Escola no território sul-mato-grossense.
Por meio da formação de facilitadores e da articulação com as redes de ensino, o Programa busca fomentar a utilização das práticas restaurativas no contexto educacional e ampliar a capacidade das próprias comunidades escolares de desenvolver ações de prevenção das violências, fortalecimento das relações e resolução pacífica de conflitos.


