A nova integrante da Corte ocupará a vaga destinada à advocacia pelo sistema do Quinto Constitucional, mecanismo que reserva parte das cadeiras dos tribunais a representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público.
O governador Eduardo Riedel afirmou que a escolha foi pautada por critérios técnicos e profissionais.
Segundo o chefe do Executivo estadual, pesaram na decisão o currículo, a trajetória profissional, o perfil ético e a história de vida da nova desembargadora, que agora passa a integrar uma das mais altas funções do Judiciário sul-mato-grossense.
Escolha teve ampla aprovação no Tribunal Pleno
Ana Carolina recebeu 30 dos 31 votos possíveis durante a formação da lista tríplice pelo Tribunal Pleno do TJMS, sendo a mais votada já na primeira rodada da eleição.
Ela disputava a vaga com os advogados Silmara Salamaia Gonçalves e Ewerton Araújo de Brito, que também integraram a lista encaminhada ao governador para a escolha final.
A cadeira estava aberta desde a renúncia do ex-desembargador Ary Raghiant Neto.
Trajetória na advocacia pública
Formada em Direito pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Ana Carolina Ali Garcia possui pós-graduação em Direito Tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (Ibet) e MBA em Parcerias Público-Privadas e Concessões.
Sua trajetória na advocacia pública começou em 2005, quando ingressou na Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul (PGE-MS). Ao longo de mais de duas décadas de atuação, ocupou diferentes funções na instituição, chegando ao cargo máximo da Procuradoria entre 2022 e abril deste ano.
Para concorrer à vaga no TJMS, ela se desincompatibilizou da chefia da PGE-MS, conforme exigem as regras do processo de escolha.
Com a nomeação, Ana Carolina passa a integrar o segundo grau de jurisdição do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e poderá permanecer no cargo até junho de 2054, quando atingirá a idade de aposentadoria compulsória prevista para magistrados.


