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sexta-feira, 17 julho 2026
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Circuito Pedagógico encerra a Flib com 4,5 mil crianças por dia na Praça da Liberdade

O alcance da programação se deve também a parcerias sociais, como o Projeto Garoto Cidadão, da Fundação CSN, com apoio do Grupo Santa Otília, em ação conjunta com a Prefeitura de Bonito, o Instituto Família Legal e a Associação Pestalozzi.

Há dez edições, a Feira Literária de Bonito reserva parte do seu chão para as crianças. Entre 8 e 10 de julho, esse compromisso tomou corpo na Praça da Liberdade, com uma média de 4,5 mil crianças por dia, vindas de escolas públicas e particulares de Bonito, Jardim e Anastácio, em meio a cor, música e histórias.

O público integrou o Circuito Pedagógico, núcleo infantil da 10ª Feira Literária de Bonito, com oficinas e espetáculos voltados aos anos iniciais.

– “Ele é pensado com muito carinho, buscando espetáculos e oficinas que ocupam a cena com cor e ludicidade, mas que também convidam à reflexão e à liberdade de criação”, explica Lígia Tristão Prieto, coordenadora pedagógica do Circuito.

Teatro, dança e pintura em torno de um só tema

A programação de três dias acompanhou o tema desta edição da Flib, “Linguagens, Histórias e Memórias”. No dia 8, o Grupo Deslimites levou à Praça o espetáculo Navegantes, sobre os rios de Mato Grosso do Sul.

No dia 9, Colecionador de Brincadeiras resgatou cantigas e contos populares. No dia 10, o Grupo CASA encerrou a programação teatral com Grandes Miudezas do Pantanal, um passeio de trem até Corumbá.

Em paralelo, três oficinas ocuparam manhãs e tardes: Vini Willyan, com “Cadê o poema que estava aqui”; o coletivo Renda que Roda, da UEMS, com danças populares brasileiras; e a artista Lígia Rocha, com pinturas e paisagens de Mato Grosso do Sul.

O alcance da programação se deve também a parcerias sociais, como o Projeto Garoto Cidadão, da Fundação CSN, com apoio do Grupo Santa Otília, em ação conjunta com a Prefeitura de Bonito, o Instituto Família Legal e a Associação Pestalozzi.

– “A cada ano o número de projetos e escolas parceiras aumenta, e mais crianças são alcançadas”, afirma a coordenadora.

O primeiro livro

Uma das cenas que marcaram a coordenadora aconteceu no primeiro dia: uma criança desceu do ônibus escolar, segurou um dos 600 vales-livro distribuídos pelo Circuito e disse, antes de qualquer outra coisa, que o que mais queria era comprar o seu livro.

No fim do dia, voltou para mostrar que havia conseguido comprar três. Também com o vale-livro, uma aluna de escola rural comprou o primeiro livro de sua vida, ao chegar a uma praça pela primeira vez.

– “Eu fico emocionada, e penso que é por isso que eu sou professora”, disse a professora da menina a Lígia Tristão Prieto.

Para a coordenadora, em seu segundo ano à frente do Circuito, episódios como esses resumem o papel da programação na Flib.

– “A arte para a infância ensina a criança que sua imaginação e seus sonhos podem se concretizar”, afirma.

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