A implantação do sistema eproc nas 16 varas de competência cível residual da comarca de Campo Grande foi acompanhada de perto nesta quarta-feira (05) pelo Comitê Gestor da plataforma no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.
Durante a visita, Raslan reforçou que o Comitê Gestor permanecerá próximo das equipes que passam a operar o eproc e garantiu acompanhamento contínuo a magistrados e servidores durante a adaptação ao novo sistema. O desembargador reconheceu que a mudança representa um desafio, mas lembrou que o Tribunal vem se preparando para essa transição há bastante tempo, com treinamentos e intercâmbio de experiências com outras Cortes que já utilizam a plataforma.
“Estamos abertos a receber sugestões e críticas sobre o eproc e sua implantação. Temos nos preparado para essa transição há bastante tempo, observando a experiência de outros tribunais e atuando para que magistrados e servidores contem com todo o suporte necessário nesse processo de adaptação”, disse.
Ao citar a experiência de outros tribunais, o magistrado destacou que a migração tem sido bem recebida. “Todos os tribunais com os quais conversei e que migraram para o eproc não têm vontade de voltar ao sistema anterior. A expectativa é que aqui ocorra o mesmo, com ganhos em modernização, acesso e agilidade dos fluxos internos”.
A juíza auxiliar da Presidência Joseliza Vanzela Turine, integrante do Comitê Gestor e uma das responsáveis pela condução da implantação do sistema no TJMS, ressaltou que a mudança é resultado de um trabalho realizado de forma integrada por diferentes setores.
“No processo de implantação do sistema eproc muitos desafios vão sendo superados dia após dia, sempre em um trabalho conjunto de múltiplas áreas do TJMS, como Presidência, Corregedoria, STI, Ejud, Comunicação, áreas técnicas e negocial do eproc, magistrados e servidores. O eproc é um projeto institucional e a participação de todos é que consolidará o sucesso do projeto”, disse.
“Semanalmente são realizadas reuniões de alinhamento com diversas áreas internas, para se deliberar sobre as demandas envolvendo a implantação. Os atores externos também participam do processo e têm sido forte apoio, como MP, DP, OAB, PGE. Também o apoio do TRF4, na cessão do sistema, e de tribunais parceiros, como TJRS, TJSC e TJTO foi essencial no projeto. Por fim, o apoio interno da Presidência, do Comitê Gestor do eproc, desembargadores do Tribunal Pleno tem tornado esse caminho mais suave”, acrescentou Joseliza.
Para a juíza diretora do Foro da comarca de Campo Grande, Gabriela Müller Junqueira, a implantação do eproc representa uma das mudanças mais significativas na rotina das unidades judiciais dos últimos anos. Embora a transição exija um período de adaptação, ela destaca que magistrados e servidores contam com uma ampla estrutura de apoio.
“Estamos deixando um sistema que utilizamos há mais de 20 anos para adotar uma plataforma mais moderna. É uma mudança importante, mas que vem sendo conduzida com planejamento e muito apoio às unidades, para que magistrados e servidores façam essa transição da forma mais tranquila possível”, disse.
Em meio às mudanças trazidas pelo novo sistema, Gabriela Junqueira destacou que o acompanhamento oferecido às unidades tem sido fundamental neste período de transição. “Temos equipes da Tecnologia da Informação, da Corregedoria e da Gestão Negocial do eproc prestando suporte às unidades, o que nos dá segurança para enfrentar esse período de adaptação”, finalizou a juíza.
Corroborando a fala da magistrada, equipe técnica também acompanhou a visita. Os servidores Lisie Moura, Paulo Sanches e Deborah Mussi Salomão sanaram as dúvidas iniciais de juízes sobre o sistema eproc.


