O PSDB anunciou que não adotará uma posição nacional única no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 e decidiu liberar seus dirigentes e filiados para manifestarem apoio ao candidato que considerarem mais adequado.
A decisão foi tomada após consultas aos diretórios do partido em todo o país, que revelaram uma divisão concentrada entre a neutralidade e o apoio ao candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro.
Em nota oficial, divulgada após ouvir a Executiva Nacional, a legenda informou que apenas uma pequena minoria de seus diretórios defendeu o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A manifestação tucana ocorre em meio às articulações partidárias para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, e evidencia o posicionamento de setores do PSDB favoráveis à candidatura de Flávio Bolsonaro, embora a direção nacional tenha optado por não formalizar uma adesão.
Apoio a Flávio Bolsonaro ganha espaço entre tucanos
O levantamento interno realizado pelo PSDB aponta que o apoio a Flávio Bolsonaro está entre as duas principais posições defendidas pelos diretórios, ao lado da neutralidade. A nota, entretanto, não informa quantos órgãos partidários se manifestaram por cada alternativa.
Diante desse cenário, a Executiva Nacional decidiu preservar a autonomia das lideranças regionais, permitindo que governadores, prefeitos, parlamentares, dirigentes e demais integrantes da legenda adotem posicionamentos individuais durante a disputa presidencial.
A decisão também evita que o partido assuma formalmente o compromisso de apoiar qualquer uma das duas candidaturas, mantendo espaço para diferentes orientações políticas dentro da sigla.
Com a liberação dos filiados, os apoios individuais poderão ser anunciados ao longo das próximas semanas, sem representar necessariamente uma posição institucional do partido.
A decisão coloca o PSDB entre as legendas que optaram pela liberdade de manifestação no segundo turno, ao mesmo tempo em que registra a presença de uma corrente favorável a Flávio Bolsonaro dentro de sua estrutura nacional.
O movimento ocorre enquanto Flávio Bolsonaro amplia suas alianças para a segunda etapa da eleição. Republicanos, União-Progressistas e Podemos estão entre as forças políticas que anunciaram apoio à candidatura do PL.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%, segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Embora não represente um endosso formal do PSDB, a decisão da Executiva Nacional permite que lideranças tucanas participem da campanha presidencial conforme suas posições individuais, sem a imposição de uma orientação única pela direção partidária.
Confira a Nota do PSDB:
O PSDB, após consultar seus diretórios em todo o país e constatar que a maioria deles se divide entre a neutralidade e o apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais, enquanto uma pequena minoria se manifesta pelo apoio ao presidente Lula, decide, ouvida a Executiva Nacional, pela liberação dos seus membros para se manifestarem da forma que considerarem mais adequada nesse segundo turno.
O PSDB reafirma seu compromisso com a democracia e espera que o presidente eleito possa liderar o Brasil no caminho da prosperidade, da justiça e da pacificação nacional.
Aécio Neves
Presidente Nacional do PSDB


