O percentual de famílias brasileiras endividadas bate em 81,7%, conforme dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada mensalmente e divulgada, nesta quinta-feira (08), pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O tempo médio de atraso atinge o maior patamar desde novembro de 2024.
Conforme os dados do levantamento, a taxa de inadimplência, que mede a proporção de famílias com alguma parcela em atraso, está em 29,6%.
Endividamento nas famílias brasileiras
Enquanto isso, o percentual de famílias que relataram não possuir condições de quitar as dívidas em atraso permaneceu estável em 12,5%.
O levantamento também mostrou um aumento do tempo médio de atraso, que apresentou avanço pelo segundo mês seguido, para 65,3 dias, o maior patamar desde novembro de 2024 (de 65,5 dias).
Segundo os dados da pesquisa, essa evolução aconteceu, principalmente, entre o período acima de 90 dias de atraso, que representou 48,9% do total. Contudo, percentual de famílias com mais de um ano comprometidas com dívidas foi favorável este mês, com aumento para 33,8%.
O maior prazo para pagamento faz com que a amortização mensal seja menor, pressionando menos o orçamento dos consumidores e, consequentemente, impactando sua possibilidade de pagamento.
A pesquisa da CNC também informou que o percentual de famílias que se consideram muito endividadas alcançou 17,3%.
A parcela de consumidores que afirmam não possuir nenhum tipo de dívida (como cartão de crédito, cheque especial, empréstimos ou financiamentos) subiu para 18,1% no mês.
Na comparação com agosto, o índice que mostra o endividamento das famílias brasileiras teve uma ligeira queda, passando de 82% para 81,7%.


