O “índice do medo”, que mede a expectativa de volatilidade do mercado brasileiro, voltou a bater recorde nesta quinta-feira (22), às vésperas da decisão do segundo turno e com pesquisas mostrando empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O S&P/B3 Ibovespa VIX fechou com avanço de 6,72%, aos 45,27 pontos. Na véspera, o índice saltou 8%, fechando aos 42,42 pontos.
O indicador engatou uma sequência de recordes nas últimas sessões, em meio à expectativa dos mercados de uma disputa mais acirrada pelo Palácio do Planalto a partir de 2027.
A disparada do “índice do medo” reflete o clima negativo do mercado doméstico na sessão.
O Ibovespa fechou com queda firme acima de 1%, enquanto o dólar subiu a R$ 5,03.
VIX Brasil
Calculado a partir das Opções sobre o Ibovespa B3, o VIX Brasil mede a volatilidade implícita esperada para os próximos 30 dias.
Na prática, funciona como um termômetro da percepção de risco do mercado – por isso, também é chamado de “índice do medo” – e costuma ser acompanhado por investidores, gestores e analistas em momentos de maior incerteza, sobretudo para estratégias de proteção de carteira e gestão de risco.


