spot_img
sexta-feira, 1 maio 2026
HomeagronegócioIndústria pressiona, mas preço da arroba do boi permanece estável

Indústria pressiona, mas preço da arroba do boi permanece estável

Preços da arroba ficam estáveis na maioria das praças brasileiras e mostram que batalha pelo melhor preço em maio ainda não teve vencedor – pelo menos por enquanto.

Os frigoríficos brasileiros seguem pressionando os preços do boi gordo, antecipando a retração do consumo esperada a partir da segunda quinzena de maio/25, período marcado pelo menor poder de renda dos consumidores, em razão do esgotamento dos salários recebido no início do mês, e pela esperada “desova” da safra de “boiadas de capim”, devido à entrada do período mais seco.

Confira as cotações dos animais terminados, apurados no dia 8/5 pela Agrifatto: clique AQUI.

Porém, apesar da tentativa das indústrias em reduzir os valores da arroba, as cotações dos animais terminados repetiram a tendência dos últimos dias e fecharam a quinta-feira (8/5) com estabilidade na maioria das praças brasileiras.

No mercado paulista, pelos dados da Agrifatto, o boi “comum” continuou valendo R$ 315/@ nesta quinta-feira, enquanto “boi-China” segue cotado em R$ 325/@.

Por outro lado, continua a consultoria, as indústrias que estão mais “estocadas” tentam, sem sucesso (pelo menos por enquanto) pressionar os preços da arroba para baixo.

Pelos dados da Scot de SP, o boi gordo “comum” segue negociado em R$ 318/@, a vaca gorda é vendida por R$ 285/@, a novilha vale R$ 303/@ e o “boi-China” está apregoado em R$ 323/@ (todos valores brutos, no prazo).

As escalas de abate entre as indústrias paulistas atendem, em média, a dez dias, calcula a Scot.

Segundo a equipe de analistas da Agrifatto, “o fim da safra (com aumento do abate de fêmeas), a pressão sobre a arroba e a retração esperada do consumo devem exigir planejamento dos agentes da cadeia produtiva da carne”.

No mercado futuro do boi gordo, o ambiente é de incerteza, com a B3 operando com variações mistas, informa a consultoria.

O contrato com vencimento em outubro/2025 fechou a sessão da quarta-feira (7/5) em R$ 339,60/@, com alta diária de 0,50%. Por sua vez, o contrato de curto prazo (maio/2025) encerrou o pregão de ontem a R$ 308,50/@, com baixa de 0,21% sobre o dia anterior.

Exportações em ritmo forte

As exportações brasileiras de carne bovina in natura registraram o melhor desempenho para um mês de abril, e seguem superando patamares desde fevereiro/25, destaca a Agrifatto.

Considerando os dados totais – todos os tipos de carne bovina in natura e industrializada –, o Brasil embarcou 286,16 mil toneladas em abril/25, o melhor resultado da história para um quarto mês do ano, e avanço de 15,8% sobre o volume computado em abril do ano passado (247,16 mil toneladas).

Foi o terceiro mês consecutivo de recordes históricos para um mês específico, destaca a Agrifatto, acrescentando que também foi o maior volume embarcado desde outubro de 2024, “um comportamento atípico para um primeiro quadrimestre”.

NOTÍCIAS RELACIONADAS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS