A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (30) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) defende a união das forças conservadoras e rejeita qualquer tentativa de responsabilizar aliados pela derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno da eleição presidencial realizado no último domingo (25).
Em manifestação publicada no Instagram, Michelle procurou afastar rumores sobre possíveis desentendimentos entre Bolsonaro e lideranças políticas e religiosas que participaram da campanha de seu filho mais velho. Segundo ela, o ex-presidente tem demonstrado preocupação com informações que estimulam divisões dentro do campo conservador.
“Ele se entristece quando vê notícias falsas, atribuindo a ele manifestações mentirosas, que pregam a divisão, apontam injustamente supostos ‘culpados’ e afirmam exatamente o contrário do que ele verdadeiramente sente por pessoas como Damares, Tarcísio, Nikolas, Silas Malafaia e outros que estão sendo atacados: muito respeito, carinho e gratidão”, escreveu.
A manifestação ocorre em meio às discussões sobre os rumos da oposição após a derrota eleitoral do PL e sobre quais lideranças terão maior protagonismo na reorganização da direita brasileira.
Bolsonaro reconhece mobilização de aliados
Eleita senadora pelo Distrito Federal, Michelle destacou que o ex-presidente acompanha os desdobramentos políticos e reconhece o esforço de parlamentares, governadores, lideranças religiosas e apoiadores que se mobilizaram em favor da candidatura de Flávio.
“Eu e o Jair (meu galego e nosso líder) temos conversado sobre isso. Ele sempre diz que é muito grato pelo empenho e sacrifício que — dentro das possibilidades — cada um fez em prol da campanha do Flávio. Ele lembra de cada um e reconhece com muita gratidão a mobilização de todos”, afirmou.
Michelle acrescentou que Bolsonaro mantém o reconhecimento aos eleitores e militantes que participaram da campanha presidencial, mesmo diante do resultado desfavorável nas urnas.
“Em nossas conversas, o Jair sempre manifesta um carinho e uma gratidão especial a todos os apoiadores que se doaram porque acreditavam em um futuro melhor para o Brasil e para os brasileiros”, completou.
Direita enfrenta desafio de reorganização
A declaração da ex-primeira-dama sinaliza uma tentativa de preservar a unidade política do grupo bolsonarista em um momento de redefinição de estratégias e lideranças para os próximos anos.
Entre os nomes mencionados por Michelle estão o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, a senadora Damares Alves, o deputado federal Nikolas Ferreira e o pastor Silas Malafaia, figuras de influência entre diferentes segmentos do eleitorado conservador.
A defesa da união ocorre também diante do desafio de estruturar uma oposição ao novo mandato de Lula, que terá pela frente um Congresso Nacional com expressiva representação de partidos de direita e centro-direita.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro foi preso no fim de 2025 e cumpre pena em regime domiciliar desde março de 2026.


