O mundo acaba de atingir a marca histórica de 3 terawatts (TW) de capacidade instalada total de energia solar, enquanto o Brasil registrou queda de 23% nas novas instalações fotovoltaicas no último ano.
Os dados são do relatório Global Solar Market Outlook 2026-2030, da SolarPower Europe, e evidenciam um cenário de forte expansão global da fonte, acompanhado por uma desaceleração no ritmo de crescimento em alguns mercados.
Segundo o estudo, a energia solar respondeu por 77% de toda a capacidade renovável adicionada no mundo em 2025. A geração fotovoltaica global chegou a 2.778 terawatts-hora (TWh), o equivalente a cerca de 9% da demanda mundial de eletricidade.
O ritmo de expansão, porém, começa a se moderar. Dos 664 gigawatts (GW) adicionados em 2025, a projeção é de 612 GW para 2026, uma redução de 8% nas novas instalações. No Brasil, foram adicionados 14,5 GWp de potência solar em 2025, ante 18,9 GWp instalados em 2024.
Com o resultado, o país perdeu uma posição no ranking mundial, ficando atrás de China, Índia, Estados Unidos e Alemanha. Apesar da desaceleração, a energia solar mantém papel estratégico na matriz elétrica brasileira e já ocupa a segunda posição entre as fontes de geração do País.
Atualmente, são 74,3 GW em operação, equivalentes a 27,4% da capacidade instalada nacional. “Apesar da desaceleração, a energia solar mantém posição estratégica na matriz elétrica brasileira. A fonte é a segunda maior do país, com 74,3 GW em operação, equivalentes a 27,4% da capacidade instalada nacional.
Desde 2012, o setor já acumulou mais de R$ 328,2 bilhões em investimentos e gerou mais de 2,2 milhões de empregos verdes”, afirma Rodrigo Sauaia, presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).
O avanço das baterias permite armazenar a energia produzida em períodos de maior geração para utilização posteriormente, contribuindo para equilibrar a oferta e a demanda.
Além do armazenamento energético, a modernização das redes elétricas e a adoção de mecanismos de flexibilidade devem ganhar cada vez mais relevância diante do crescimento da geração renovável.
Fonte: Canal Jornal da Bioenergia


