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Obras de mobilidade do Governo do Estado encurtam trajetos entre bairros e criam alternativas para o trânsito na capital

Os investimentos da gestão Eduardo Riedel recuperaram 9 km da Duque e criaram novas ligações entre bairros. Um novo projeto prevê estender a via do Imbirussu até a BR-262, com pavimentação, drenagem, acessibilidade e sinalização.

Para o açougueiro Wesley Marques Leite, de 37 anos, a diferença aparece todos os dias no caminho entre casa e trabalho. Morador do Núcleo Industrial, ele utiliza a Avenida Duque de Caxias para entrar e sair da região e percebeu mudanças depois das obras de recapeamento da via, principalmente na segurança e na ligação com outras áreas de Campo Grande.

“Ficou ótimo, a população gostou muito. O pessoal do Indubrasil ficou muito grato, porque liga a cidade direto aqui ao Centro e é rápido. Ficou muito seguro, porque está bem sinalizado, tudo organizado. Para a população ficou ótimo, tanto do Indubrasil quanto quem vai para Terenos”, afirma.

A experiência de Wesley ajuda a traduzir o impacto de duas intervenções viárias que receberam cerca de R$ 51 milhões em investimentos do Governo de Mato Grosso do Sul: a recuperação da Avenida Duque de Caxias e a implantação de vias estruturantes no fundo de vale do Imbirussu.

Além de melhorar trechos utilizados diariamente por moradores, as obras criam alternativas de deslocamento entre bairros e ajudam a distribuir o trânsito por diferentes caminhos da Capital.

As intervenções fazem parte dos investimentos em infraestrutura realizados durante a gestão do governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, com foco também na mobilidade urbana e na integração entre diferentes regiões da cidade.

Na Duque de Caxias, o Governo do Estado ficou responsável pelo recapeamento de um dos sentidos da avenida, entre o Aeroporto Internacional de Campo Grande e o Núcleo Industrial, em um trecho de 9 quilômetros. No sentido contrário, a execução ficou sob responsabilidade da Prefeitura de Campo Grande, com contrapartida financeira estadual.

Ao todo, a restauração do pavimento recebeu quase R$ 28 milhões de recursos estaduais.

Obras no Imbirussu abre novos caminhos

Se na Duque de Caxias a mudança é percebida por quem percorre diariamente uma das principais ligações com a região oeste, no Imbirussu a intervenção criou uma nova possibilidade de circulação entre bairros.

O Governo do Estado investiu R$ 23 milhões na implantação de vias estruturantes no fundo de vale do Córrego Imbirussu e na pavimentação, acompanhada de drenagem de águas pluviais, da Avenida Wilson Paes de Barros.

Produtor rural, Ozias Alves de Oliveira, de 45 anos, mantém uma propriedade nas proximidades da avenida há 15 anos e acompanha tanto as mudanças na região quanto a avaliação dos moradores que utilizam a nova ligação.

“Pelo que converso aqui, o pessoal elogia muito. Falta um pouco de sinalização, mas é uma obra que facilita a região. Para quem usa, é uma mão na roda, já sai no Indubrasil, encurta o caminho”, relata.

A percepção positiva não elimina, portanto, uma demanda ainda existente. Ozias aponta a necessidade de ampliar a sinalização em alguns pontos, ao mesmo tempo em que considera que a intervenção trouxe ganhos para a região.

“Campo Grande toda mudou muito. É uma região que foi beneficiada”, completa.

Segundo o diretor de Empreendimentos de Infraestrutura Urbana e Saneamento (Deiurb) da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog), Pedro Brandão, a nova via começa na região do aeroporto e segue até uma rotatória em formato de oito. A partir dela, o motorista pode escolher dois caminhos.

Um dos acessos leva ao polo industrial, na saída para Terenos. O outro segue em direção à região da Lagoa, alcançando bairros como Jardim São Conrado, Jardim Santa Emília e Jardim Paraíso.

Na prática, o objetivo é oferecer ao motorista caminhos que antes não estavam disponíveis e reduzir a dependência das principais avenidas para percorrer diferentes regiões de Campo Grande.

“Além de melhorar a mobilidade urbana, o pessoal vai ter mais rotas para andar de um bairro para o outro. E isso acaba tirando o congestionamento de vias principais, como a Duque de Caxias”, explica Brandão.

Projeto prevê ampliar ligação até a BR-262

A conexão do Imbirussu poderá avançar em uma segunda etapa. De acordo com Brandão, um novo projeto está em fase de aprovação pela Caixa Econômica Federal e prevê prolongar a via da rotatória em formato de oito até o Anel Viário da BR-262.

A proposta utiliza recursos federais com contrapartida estadual e inclui pavimentação, sinalização, acessibilidade e implantação de bacias de contenção para melhorar o escoamento da água das chuvas.

Segundo o diretor, a drenagem foi incorporada ao projeto também como resposta aos episódios de chuvas intensas registrados no Estado nos últimos períodos. A intenção é associar a expansão da mobilidade à preparação da infraestrutura urbana para eventos climáticos mais severos.

Mobilidade e drenagem entram no planejamento

A continuidade dos investimentos em infraestrutura urbana também aparece no Plano de Governo de Eduardo Riedel, protocolado na Justiça Eleitoral em 4 de agosto.

O documento propõe fortalecer a infraestrutura de drenagem urbana nos municípios de Mato Grosso do Sul e ampliar o apoio técnico às prefeituras para elaboração e atualização de instrumentos de planejamento urbano.

O plano estabelece ainda como diretriz avançar na construção de cidades mais acessíveis, sustentáveis, inteligentes e resilientes, incorporando essas metas ao planejamento dos próximos investimentos estaduais.

Para moradores como Wesley e Ozias, porém, o efeito das obras é percebido de maneira mais simples: no caminho que ficou mais curto, na possibilidade de escolher outra rota e na melhoria das condições para circular pela região.

A expansão dessas conexões, acompanhada de drenagem, acessibilidade e da sinalização ainda reivindicada em alguns trechos, representa agora o próximo passo para que mudanças já percebidas no cotidiano alcancem uma parcela ainda maior de Campo Grande.

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