O governador Eduardo Riedel (PP), participou na manhã desta quinta-feira (8), em Brasília, de um encontro promovido pelo candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), com governadores que venceram as eleições no primeiro turno, realizado no último domingo (4). O senador eleito, Reinaldo Azambuja (PL) e a deputada federal eleita, Mara Caseiro (PL), também estiveram no encontro.
A reunião faz parte das articulações políticas para fortalecer a candidatura do senador na disputa presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A presença de Riedel coloca Mato Grosso do Sul entre os estados que participam diretamente da mobilização de lideranças regionais em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro.
Reeleito para mais quatro anos à frente do Executivo estadual, o governador integra o movimento de aproximação entre partidos e grupos políticos que buscam ampliar a base de sustentação do candidato do PL nesta reta decisiva das eleições.
Flávio Bolsonaro conta com o apoio declarado de 11 dos 20 governadores eleitos no primeiro turno, número que representa mais da metade dos vencedores das disputas estaduais encerradas no domingo. O grupo reúne cinco governadores do PL, outros cinco ligados ao Republicanos, Progressistas e Podemos, além de um representante do MDB.
Dever de casa
Durante o encontro Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que pretende governar em conjunto com os governadores e aproveitar experiências adotadas nos estados para implementar políticas em âmbito nacional.
“Quero agradecer esse momento aqui que é uma demonstração de como eu pretendo governar com time e olhando para cada estado e reconhecendo as suas diferenças, as suas necessidades e ajudando na medida do possível”, anunciou.
Flávio disse que sua primeira tarefa, caso seja eleito, será avaliar a situação das contas públicas e dimensionar os problemas deixados pelo governo atual.
“O primeiro dever de casa que a gente vai ter que fazer é arrumar a própria casa. Já comecei a conversar com muitas pessoas, já começaram a chegar as demandas. Deixa eu arrumar a casa, deixa eu ver o tamanho do buraco que o Lula enfiou o nosso Brasil”, declarou.
Até esta quinta-feira, 11 dos 20 governadores eleitos no primeiro turno das eleições de 2026 estão alinhados à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) para o segundo turno da disputa presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Eduardo Riedel (PP) – Mato Grosso do Sul
Tarcísio de Freitas (Republicanos) – São Paulo
Cleitinho Azevedo (Republicanos) – Minas Gerais
Otaviano Pivetta (Republicanos) – Mato Grosso
Jorginho Mello (PL) – Santa Catarina
Sergio Moro (PL) – Paraná
Luciano Zucco (PL) – Rio Grande do Sul
Marcos Rogério (PL) – Rondônia
Arthur Henrique (PL) – Roraima
Dr. Daniel Santos (Podemos) – Pará
Daniel Vilela (MDB) – Goiás
Estratégia nacional
O encontro desta quinta-feira representa mais uma etapa da ofensiva política de Flávio Bolsonaro para ampliar sua base de apoio.
Durante a reunião, a campanha apresentou como prioridade a mobilização dos comitês estaduais e a busca por eleitores que não compareceram às urnas ou anularam o voto no primeiro turno. A intenção é aproveitar a estrutura política e eleitoral dos governadores aliados para ampliar o alcance da candidatura presidencial.
Mato Grosso do Sul fortalece participação nas articulações
A participação de Eduardo Riedel ocorre um dia depois de outra agenda política em Brasília. Na quarta-feira (7), o governador também esteve ao lado de Flávio Bolsonaro e dos senadores eleitos Reinaldo Azambuja (PL), Capitão Contar (PL) e da bancada federal eleita e reeleita pelo Estado em encontro do PL.
A reunião evidenciou a aproximação entre lideranças do PP e do PL no Estado e a intenção de atuar de forma coordenada na campanha presidencial.
Flávio intensifica agenda até 25 de outubro
Com pouco mais de duas semanas até a votação definitiva, o desafio de Flávio Bolsonaro será converter os apoios políticos em votos. Para isso, a campanha aposta na participação direta dos governadores, na mobilização das bases estaduais e na ampliação do diálogo com o eleitorado que não escolheu nenhum dos dois finalistas no primeiro turno.
Em Mato Grosso do Sul, a presença de Riedel nas reuniões em Brasília sinaliza que o Estado integra de forma ativa essa mobilização nacional, com a participação de lideranças políticas que saíram fortalecidas das eleições de domingo.


