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domingo, 26 abril 2026
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Tecnologia, manejo e sanidade animal ganham protagonismo em novo cenário da pecuária

Com um dos maiores rebanhos do mundo e papel central no abastecimento global de carne bovina, o Brasil segue como referência internacional.

O Brasil abriga um dos maiores rebanhos bovinos do mundo, com 238,2 milhões de cabeças, e se destaca globalmente pela qualidade e escala de sua produção. Nesse contexto, o setor avança impulsionado por ganhos de eficiência, evolução tecnológica e pela crescente importância da sanidade animal como pilar para sustentar produtividade, competitividade e segurança alimentar.

Nesse cenário, a sanidade animal passa a ocupar um papel ainda mais estratégico dentro dos sistemas produtivos. A recente retirada da obrigatoriedade da vacinação contra a febre aftosa, embora represente um avanço no status sanitário do país, também traz novos desafios ao manejo nas propriedades.

A reflexão volta ao centro do debate quando se celebra o Dia Nacional do Boi, comemorado no último dia 24 de abril e mostra que o futuro da pecuária passa, necessariamente, pela integração entre tecnologia, manejo e sanidade animal

A mudança tem impactado o comportamento de parte dos pecuaristas, levando à redução de práticas regulares de manejo sanitário — o que pode comprometer indicadores produtivos e a sustentabilidade das operações.

“A sanidade sempre foi um dos pilares da pecuária eficiente, mas agora ela se torna ainda mais crítica. A retirada da vacinação contra aftosa não elimina os riscos sanitários dentro da propriedade. Pelo contrário, exige um olhar mais atento e uma rotina estruturada de manejo preventivo”, afirma, em nota, Janaina Giordani, Gerente de Produto da linha de Antiparasitário da Zoetis Brasil.

Entre os principais pontos de atenção estão o controle de parasitas e a prevenção de doenças que impactam diretamente o desempenho dos animais. A vermifugação estratégica e os protocolos de vacinação continuam sendo ferramentas essenciais para garantir ganho de peso, eficiência alimentar e bem-estar animal.

Estudos do setor indicam que infestações parasitárias podem reduzir significativamente o potencial produtivo do rebanho, afetando desde a conversão alimentar até a taxa de prenhez.

Foi comprovado que os parasitas internos (vermes) e externos, causam prejuízos próximos a R$ 70 bilhões por ano no Brasil, reforçando a importância de um controle sanitário eficiente.

Controle estratégico de verminoses

Uma das abordagens que vêm ganhando destaque no campo é o controle estratégico de verminoses do protocolo 5-8-11, que orienta o produtor sobre momentos-chave para a realização da vermifugação.

“Originalmente desenvolvido pela Zoetis e validado pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), essa abordagem recomenda a aplicação de vermífugos em três períodos-chave do ano – maio (5) com Treo Ace, agosto (8) com Cydectin e novembro (11) novamente com Treo Ace”, descreve o comunicado da empresa.

Estudos mostram que, em propriedades que seguem esse calendário, os animais podem apresentar ganho de até 20 kg, graças à redução eficaz da carga parasitária.

“A adoção de uma rotina bem estruturada, com manejos definidos e um calendário sanitário claro ao longo do ano é fundamental para que o produtor tenha mais controle sobre os desafios sanitários e tome decisões baseadas em dados e evidências. Protocolos como o 5-8-11 entram como aliados dentro dessa estratégia, contribuindo diretamente para ganhos de produtividade e rentabilidade”, explica Janaina.

Nesse contexto, a adoção de práticas sanitárias consistentes será determinante para sustentar o crescimento do setor e garantir sua competitividade nos próximos anos.

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