– “A reciprocidade deve ser usada quando você esgota todas as fases de negociação. Então, eu acho que o Brasil vai ter de se esforçar um pouco mais nessa negociação, sentar mais à mesa, ter paciência. Esse é o papel do Executivo. Nós, aqui no Congresso, podemos ajudar com a diplomacia parlamentar, mas é dever do governo federal tratar com os Estados Unidos”, disse.
Tereza Cristina defendeu que se espere até 15 de julho, prazo previsto para a publicação das medidas pelo governo norte-americano, para avaliar as medidas.
– ”O que me preocupa – e vou me aprofundar nisso agora – é saber, se isso se mantiver até 15 de julho, como se deu a reversão desse processo em outros países que já foram alvo da seção 301″, disse.
– “O Brasil já teve algumas sanções também através da 301, em outros produtos. Mas é preciso saber o tempo que demora, qual o dever de casa que nós precisamos fazer para retomar a normalidade”, explicou.
– “Então, vamos analisar isso com calma e ver como é que nós podemos reverter essa situação”, acrescentou a senadora. “A gente torcia para que isso não acontecesse. Alerto para essa bendita 301 desde o dia em que nós voltamos da missão aos Estados Unidos, em julho passado”, lembrou.
– “A grande preocupação era saber como é que essa investigação se daria, porque ela é muito ampla, e onde chegaria. E infelizmente ela chegou onde a gente viu: fala do Pix, de desmatamento, de aumento de tarifas”, enumerou.
Na avaliação da senadora, os fatos impactam, novamente, as relações comerciais do Brasil com os Estados Unidos.
– “A gente terá uma tarifa de 25% em vários produtos; não recai sobre tudo que exportamos, não foi horizontal: não vale para suco de laranja, algumas carnes, café, frutas e coisas que os Estados Unidos precisam que o Brasil forneça, explicou. “Mas a medida retira muita gente que poderia estar trabalhando com os Estados Unidos, que é um mercado muito importante, principalmente para o agro brasileiro. Ela retira, enfim, através dessas tarifas, e inviabiliza, na verdade, alguns produtos de exportação, sobretudo da indústria”, concluiu.
Tereza Cristina disse ter esperanças de que, com a chegada do novo embaixador americano,”a gente abra novas conversas, mais de perto”.
– “Enfim, eu acho que nós nunca podemos fechar portas. E eu acho que toda essa situação é mais um motivo para a gente estar mais ativo nessa diplomacia parlamentar também, que também ajuda”, finalizou.


