Os dados constam no boletim Mercado de Trabalho no Agronegócio Brasileiro, divulgado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), e revelam um setor em franca expansão, tanto na quantidade quanto na qualidade dos empregos gerados.
Nem todos os elos da cadeia cresceram no mesmo ritmo. De acordo com o boletim CNA/Cepea, o setor primário — que inclui a produção agropecuária direta no campo — registrou queda no número de ocupados.
Veja os avanços:
Agrosserviços: +6,1%
Insumos: +3,4%
Agroindústria: +1,4%
O desempenho dos agrosserviços indica uma cadeia cada vez mais sofisticada, com crescente demanda por logística, consultoria técnica, tecnologia e serviços financeiros ligados ao campo.
Formalização avança e escolaridade sobe no campo
O mercado de trabalho do agronegócio também ficou mais formal e mais qualificado em 2025. Conforme aponta o boletim, o número de trabalhadores com carteira assinada cresceu 4,6%, enquanto os que atuam por conta própria registraram alta de 3,2%.
No quesito escolaridade, o levantamento revela avanço expressivo entre os trabalhadores com ensino superior (+8,3%) e ensino médio (+4,2%) — sinal de que o setor atrai e retém mão de obra cada vez mais capacitada.
Mulheres ganham mais espaço no mercado de trabalho do agro
A presença feminina no agronegócio cresceu em ritmo mais acelerado do que a masculina. Segundo dados divulgados pela CNA e pelo Cepea, a participação da mão de obra feminina avançou 2,6% em 2025, contra 1,9% da masculina — reforçando uma tendência de maior inclusão e diversidade no setor.
Quem trabalha no agronegócio também ganhou mais. O rendimento médio da população ocupada no setor cresceu 3,9% em 2025 ante 2024, ficando 0,5 ponto percentual acima da média geral dos empregos no país, que foi de 3,4%, conforme aponta o boletim CNA/Cepea.
O dado reforça a atratividade do setor para trabalhadores em busca de melhores remunerações.


