O programa Precoce-MS que incentiva a produção na pecuária, destinando mais de R$ 150 milhões por ano aos produtores, foi um dos destaques hoje (05) do 13º Confinar 2026, realizado no Bosque dos Ipês, em Campo Grande.
O evento que contou com a presença do governador do Estado, Eduardo Riedel, o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Artur Falcette e o secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rogério Beretta, reforçou a importância estratégica do evento para o fortalecimento da pecuária de corte em Mato Grosso do Sul, com destaque para o avanço do programa Precoce-MS.
O avanço do Precoce-MS também contribuiu para uma transformação estrutural no uso do solo no Estado. Conforme destacou o governador Eduardo Riedel, Mato Grosso do Sul tem registrado ganhos expressivos de produtividade na pecuária, mesmo com a redução de áreas de pastagem.
– “O Governo do Estado aporta cerca de R$ 150 milhões por ano no programa Novilho Precoce para induzir, como política pública, a formação de um produto de excelência que traz uma série de consequências positivas, como a redução da idade de abate, melhoria no acabamento e na qualidade da carne”, afirmou o governador.
Riedel ressaltou ainda que, nos últimos 10 a 12 anos, o Estado incorporou aproximadamente 5 milhões de hectares de sistemas agrícolas em áreas anteriormente ocupadas por pastagens, além de expandir em cerca de 2 milhões de hectares as florestas plantadas e mais de 2,5 milhões de hectares de agricultura.
“A pecuária cedeu espaço, mas ganhou em produtividade e eficiência”, completou.
Dentro dessa estratégia, o Governo do Estado também já discute novos avanços, incluindo o papel do confinamento como instrumento complementar ao Precoce-MS, fortalecendo ainda mais a intensificação sustentável da produção.
Confinar
Segundo o secretário Artur Falcette, o Confinar se consolida como um dos principais fóruns técnicos e institucionais do setor, reunindo produtores, especialistas e lideranças em torno de temas fundamentais para a evolução da cadeia produtiva.
– “Acho que, além de ser um evento técnico muito importante, o Confinar 2026 é um grande ponto de encontro da pecuária. A pecuária de corte é uma das principais atividades do nosso Estado, uma atividade tradicional. O confinamento é um elemento fundamental no sistema de produção e aqui temos a oportunidade de nos atualizar em relação à tecnologia, aos temas de nutrição e sanidade, além de discutir sucessão familiar, gestão da propriedade e fortalecer parcerias que fazem essa pecuária ser tão forte em Mato Grosso do Sul”, afirmou Falcette.
O secretário também destacou o papel determinante das políticas públicas conduzidas pela Semadesc, especialmente o Precoce-MS, considerado uma das principais ferramentas de indução à qualidade na pecuária estadual.
“O Estado apoia muito a atividade. Temos o programa Novilho Precoce, gerido pela Semadesc, com mais de R$ 150 milhões por ano em incentivos. Esse apoio atua diretamente na estrutura produtiva e ajudou, ao longo do tempo, o Estado a reduzir o tempo de abate, aumentar a capacidade produtiva, mesmo com a redução do rebanho”, destacou.
Os números mais recentes do programa reforçam sua relevância. Em 2025, o Precoce-MS registrou 1.249 estabelecimentos aprovados e 576 responsáveis técnicos habilitados, com o abate de 1.494.490 animais, dos quais 1.222.456 foram classificados, alcançando um índice de 81,8%. No período, foram destinados R$ 183,5 milhões em incentivos, com valores médios que chegaram a R$ 171,18 no nível avançado, R$ 129,84 no intermediário, R$ 94,52 no básico e R$ 80,42 no obrigatório, além de contar com 26 frigoríficos credenciados.
Já em 2026, até o momento, o programa contabiliza 1.128 estabelecimentos aprovados e 493 responsáveis técnicos habilitados. Foram abatidos 364.949 animais, sendo 294.636 classificados (80,7%), com R$ 51,06 milhões em incentivos concedidos.
Os valores médios pagos seguem elevados: R$ 169,40 no nível avançado, R$ 131,99 no intermediário, R$ 93,61 no básico e R$ 78,21 no obrigatório, mantendo também 26 frigoríficos credenciados.
Os dados evidenciam não apenas o volume de recursos investidos, mas a eficiência do programa em induzir qualidade e padronização da produção, além de estimular boas práticas produtivas, sustentabilidade e rastreabilidade.
Avanços
Para Falcette, o momento é de evolução contínua. “Todos os temas debatidos aqui contribuem para o crescimento e fortalecimento da pecuária no Estado. O desafio agora é avançar ainda mais em tecnologia, gestão e sustentabilidade, consolidando Mato Grosso do Sul como referência nacional em produção de carne de qualidade”, concluiu.


