O Projeto Sucuriú, da Arauco, alcançou mais uma etapa importante na construção da futura fábrica de celulose em Inocência (MS), projetada para ser a maior do mundo construída em etapa única.
Às 23h (horário de Mato Grosso do Sul) do dia 31 de outubro, a companhia iniciou a energização da linha de transmissão de alta tensão que conectará a unidade ao Sistema Interligado Nacional (SIN), por meio da Subestação Ilha Solteira 2, localizada em Selvíria (MS).
“Esse avanço reflete o compromisso de toda a equipe com a segurança das operações e com o cumprimento do cronograma de implantação da fábrica”, destaca Claudinei Santos, diretor de Engenharia e Implantação do Projeto Sucuriú.
A linha de transmissão atravessa áreas rurais dos municípios de Inocência e Selvíria e possui 95 quilômetros de extensão, distribuídos em 192 torres, com tensão de 230 kV.
“Com início de operação previsto para o último semestre de 2027, a fábrica também terá a geração de energia elétrica a partir da produção de celulose. Serão cerca de 200 megawatts (MW) excedentes que serão disponibilizados ao sistema nacional, contribuindo para ampliar a oferta de energia ao País”, explica Claudinei.
Segurança
Embora a estrutura tenha sido projetada e implantada conforme os requisitos técnicos e de segurança aplicáveis, a Arauco reforça a importância de cuidados por parte da população para evitar acidentes e proteger pessoas, animais, equipamentos, plantações e instalações próximas à rede.
“Entre as principais recomendações estão manter distância das torres e dos cabos e não realizar queimadas nas proximidades da rede, já que o fogo pode comprometer a estrutura e provocar acidentes graves. Também não se deve soltar pipas, balões ou outros objetos que possam entrar em contato com os fios”, orienta Leonardo Crociati, gerente executivo de Projeto e Implantação do Projeto Sucuriú.
Ao longo do traçado, a linha conta com uma faixa de servidão de 50 metros de largura, sendo 25 metros de cada lado da estrutura. A área possui restrições específicas de uso e ocupação, estabelecidas para garantir a segurança e o funcionamento da rede.
“Nessa área, o uso e a ocupação estão sujeitos a restrições e critérios específicos de segurança, incluindo limitações à implantação de edificações e determinadas culturas ou atividades que possam interferir na operação segura da linha”, acrescenta Crociati.
A partida da unidade está prevista para o último semestre de 2027. Após o início das operações, a produção será ampliada gradualmente, seguindo uma curva de aprendizagem até alcançar a capacidade projetada. Paralelamente, a expansão dos plantios de eucalipto continuará acompanhando as necessidades de abastecimento da fábrica.


