HomeCotidianoTrabalhadores de terceirizada da Energisa exigem receber verbas rescisórias

Trabalhadores de terceirizada da Energisa exigem receber verbas rescisórias

Cerca de 45 ex-funcionários ainda aguardam verbas rescisórias; sindicato afirma que precarização pode aumentar a sobrecarga e afetar o atendimento à população.

Cerca de 45 ex-trabalhadores da JVP Construções e Empreendimentos, empresa que presta serviços para a Energisa Mato Grosso do Sul, ainda aguardam o pagamento das verbas rescisórias, segundo levantamento do Sindicato dos Eletricitários de Mato Grosso do Sul (SINERGIA-MS).

Mobilização dos Trabalhadores

A situação motivará uma mobilização de trabalhadores nesta quarta-feira (19), em frente à agência da Energisa em Ponta Porã.

Além de cobrar o pagamento dos direitos trabalhistas, o sindicato pretende chamar a atenção para um problema que, segundo a entidade, ultrapassa a relação entre empregados e empresa terceirizada: a redução das equipes e a precarização das condições de trabalho podem atingir a qualidade do serviço prestado à população.

Para o presidente do SINERGIA-MS, Francisco Ferreira da Silva, não é possível separar a crise enfrentada pelos trabalhadores da qualidade do serviço de energia oferecido aos consumidores.

“Quando falta salário para quem está na ponta, falta também tranquilidade para quem mantém a rede funcionando. A empresa reduz custos, diminui equipes, aumenta a pressão sobre quem permanece e, no fim dessa cadeia, está o consumidor, que pode enfrentar demora no atendimento e equipes cada vez mais sobrecarregadas. O trabalhador não é apenas um número: é ele quem está na rua, debaixo de sol e chuva, garantindo que a energia chegue à casa das pessoas.”

Segundo dados informados pela própria Energisa, o número de trabalhadores próprios e terceirizados teria passado de aproximadamente 2.672 no fechamento de 2025 para cerca de 2.360 no segundo trimestre de 2026, uma redução de aproximadamente 312 trabalhadores. Para o sindicato, a diminuição da força de trabalho precisa ser analisada junto aos relatos de jornadas extenuantes, sobrecarga, pressão por produtividade e dificuldades para atender à demanda existente no Estado.

“Estamos falando de uma atividade essencial. Não podemos aceitar que a redução de custos aconteça às custas dos trabalhadores e, consequentemente, da qualidade do serviço. Quem está na rua precisa ter salário em dia, equipamento adequado, condições seguras e uma equipe suficiente para executar o trabalho”, afirma Francisco.

A mobilização será realizada a partir das 7h, em frente à Energisa de Ponta Porã, localizada na Rua: Calógeras, 505 e será aberta a trabalhadores, ex-colaboradores e comunidade.

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